Página Inicial
O islam
O Alcorão Sagrado
A Vido do Profeta
A Sunnah
Eventos

  1. A ocasião é a da divisão das presas de guerra, após a batalha de Badr.
  2. Os despojos, conseguidos numa guerra lícita e justa, não pertencem a nenhum indivíduo. Caso ele tenha lutado visando a recompensa com tais acessórios, ele lutou levado por intenções errôneas. Eles pertencem à Causa – neste caso a Causa de Deus - , conforme administrada por seu mensageiro. Qualquer parte concedida a um indivíduo constitui dádiva acessória, bafejo da benevolência do comandante. A principal coisa é ele permanecer leal à Causa de Deus, e não suscitar dissensões entre aqueles que são pela Causa. As nossas relações internas devem ser conservadas estáveis; não devem ser perturbadas pela cupidez ou pelas considerações terrenas de ganho, porquanto qualquer bafejo dessa natureza deverá estar fora dos nossos cálculos.
  3. Aquilo com que os agraciamos: tanto no sentido literal como metafórico. O objetivo é que desistam do amor que nutrem pelos despojos e pertences terrenos. Então, por que o haveríamos de querer? Para todos os verdadeiros crentes Deus concede generoso sustento, em qualquer caso, em ambos os sentidos, mas especialmente no sentido espiritual, pois este é mesclado de perdão e de graus de dignidade perante Deus.
  4. Um pouco antes da batalha de Badr houve duas alternativas para os muçulmanos, em Madina, para não serem vencidos pelos coraixitas de Makka. Uma, a que apresentava menor perigo, na ocasião, e ainda anunciava muitos despojos, seria cair em cima da caravana coraixita, que voltava da Síria e se dirigia para Makka, ricamente carregada, conduzida por Abu Sufian, e contando com apenas 40 homens desarmados. Do ponto de vista terreno, tal investida seria a mais fácil e mais lucrativa. A alternativa adotada pelo Mensageiro, como a diretriz de Deus, era deixar de lado os despojos e marchar intrepidamente contra o exército dos coraixitas, que contava com 1.000 homens bem armados e bem equipados, provenientes de Makka. Os muçulmanos não possuíam mais do que 300 homens mal armados, para se oporem a tal força. Porém, se pudessem derrotá-la, isso iria abalar o espírito autocrático de que Makka estava possuída. Com a ajuda de Deus eles conquistaram uma esplêndida vitória, e o estandarte da verdade foi erguido, para jamais ser de novo baixado.
  5. Comparar com os versículos 123, 125 e 126 da 3ª Surata. A qualidade de anjos – 1.000, em Badr, e 3.500 em Uhud – provavelmente não deve ser tomada literalmente, mas sim expressar um fortalecimento, pelo menos igual, ao do inimigo.
  6. As leis que regem os combates espirituais são exatamente iguais àquelas impostas pela virtude e disciplina militares. Enfrentai o vosso inimigo franca e diretamente; não afoita e atabalhoadamente, mas depois dos devidos preparos. O verbo zahfan, no texto (enfrentardes), implica em um proceder lento e bem planejado para com um exército hostil. Uma vez em combate, ide até o fim; não há lugar para pensamentos outros. Morte ou vitória deverá ser o lema de todo o soldado; poderá haver morte para ele, individualmente, mas se ele tiver fé, haverá triunfo para a sua causa, em ambos os casos. Duas exceções são reconhecidas: recuar para melhor saltar para a frente, ou enganar o inimigo, por meio de retiradas estratégicas; se um indivíduo ou um destacamento estiver, pelas circunstâncias da batalha, isolado de sua força, poderá recuar até ela, a fim de dar prosseguimento à batalha. Não há virtude alguma no mero combate solitário. Cada indivíduo deverá usar a sua vida e os seus recursos, da melhor maneira possível, pela causa comum.
  7. Quando a batalha se iniciou, o Mensageiro orou: "Ó Senhor, eis que surgem os coraixitas. Vieram com a sua cavalaria para combater o teu Mensageiro. Ó Senhor nosso, peço-Te que me concedas o que me prometeste." Então, apanhou um punhado de areia e o arremessou em direção ao inimigo, constituindo isto um simbolismo da cega arremetida deles para a sua sina. Isto surtiu um grande efeito psicológico.
  8. A inferioridade numérica dos muçulmanos era da ordem de um para três. Também de outros modos eles estavam em desvantagem: quanto às armas e equipamentos, dispunham de poucos, ao passo que o inimigo estava bem apoiado; eles eram inexperientes, enquanto os coraixitas haviam trazido os seus mais famigerados guerreiros. Em tudo isto havia um teste, mas esse teste era acompanhado por graciosos e inestimáveis valores; o seu Comandante era aquele em que eles tinham uma fé perfeita, e por quem estavam dispostos a dar as suas vidas.
  9. Uma grande família – muitos filhos – era considerada uma fonte de poderio e de fortalecimento (versículos 10 e 116 da 3ª Surata). Assim, também, em português, diz-se que um homem com bastantes filhos tem a sua "aljava cheia". Comparar com Salmos, 127:4-5: "Como as flechas nas mãos do guerreiro são os filhos da juventude. Ditoso o varão que, com elas, enche a sua aljava; não terá vergonha, mas parlamentará com os seus inimigos à porta da cidade". Assim se passa com as propriedades e as posses; elas concorrem para a dignidade, para o poderio e para a influência do homem. Contudo, tanto as posses como uma enorme família constituem uma tentação e uma prova. Talvez elas se constituam numa fonte de queda espiritual, caso sejam mal administradas, ou se o amor a elas fizer com que se exclua o amor a Deus.
  10. As conspirações contra Mohammad, em Makka, tinham como objetivo três malefícios. Os conspiradores não apenas se viram frustrados, mas ainda o maravilhoso trabalho de Deus fez com que "o feitiço virasse contra o feiticeiro" e, do mal, tirou o bem, em cada caso. Eles tentaram manter o Mensageiro em sujeição, em Makka, pressionando os seus tios, parentes e amigos. Porém, quanto maior era a perseguição, mais a pequena comunidade muçulmana crescia em fé e em número. Eles tentaram injuriá-lo ou matá-lo. Mas o seu magnífico exemplo de humildade, perseverança e destemor fortaleceu a causa do Islam. Eles tentaram tirá-lo, bem como aos seus, dos seus lares. Porém, eles encontraram um novo lar em Madina, de onde finalmente conquistaram, não somente Makka, mas a Arábia e o mundo.
  11. A norma é que a quinta parte seja posta de lado para o Imam (o Comandante), e o restante seja dividido entre as forças. A quinta parte reservada é expressa como sendo para Deus e para o Mensageiro, bem como para propósitos caritativos, para aqueles a quem a caridade é de direito. Primordialmente, tudo fica à disposição de Deus e do Seu Mensageiro (versículo 1 desta surata); porém quatro quintos são divididos, sendo que apenas um quinto fica retido para fins especiais. O Imam tem liberdade de ação quanto ao modo da divisão. Durante a vida do Mensageiro, uma certa porção era designada para ele e para os seus parentes achegados.
  12. A pequena força muçulmana, procedente de Madina, foi ao encontro do colossal exército maquense, sendo que se posicionaram nos dois lados do vale, em Badr, ao passo que a caravana dos coraixitas encontrava-se na planície, em direção ao mar, acerca de 5 km de Badr.
  13. Eles estavam todos "para o que desse e viesse". A caravana estava se dirigindo para Makka, e pensavam que ela mal chegasse lá. A força dos coraixitas estava pensando em salvar a caravana, e depois aniquilar os muçulmanos. Estes haviam decidido deixar a caravana em paz, e atacar o exército coraixita que vinha de Makka, o qual, pensavam, deveria ser pequeno, mas que se revelou enorme, mais de três vezes o número deles. Contudo, as duas forças se encontraram precisamente no local e no tempo em que uma decisiva batalha deveria ser travada, acontecendo que os muçulmanos dissiparam as pretensões dos maquenses. Se eles houvessem planejado cuidadosamente um encontro mútuo, não teriam feito aquilo com mais precisão. No lado muçulmano, uns poucos mártires sabiam que a vitória seria deles, e aqueles que sobreviveram à batalha gozaram dos frutos da vitória. No lado idólatra, tanto os que morreram como os que viveram sabiam plenamente o resultado intrínseco. Mesmo psicologicamente, ambos os lados entraram na batalha com a plena determinação de decidir o resultado.
  14. O exército muçulmano (embora seus componentes soubessem das desvantagens materiais) não se apercebeu das muitas vicissitudes com que iria deparar. Os maquenses estavam exultantes, de qualquer forma, e subestimaram a "desprezível" força que se lhes oporia. Muito embora eles pensassem que a força muçulmana fosse duas vezes maior do que realmente era (versículo 13 da 3ª Surata), mesmo assim achavam essa qualidade desprezível, dada a pobreza de equipamento que possuía. Estes dois erros psicológicos serviram a um Plano principal, que era o de levar a questão a um resultado decisivo, se os idólatras de Makka continuassem com a sua arrogante opressão, já que a religião de Deus deveria ser estabelecida em liberdade e honra.
  15. A ocasião imediata foi a da repetida traição dos Banu Curaiza, após os seus tratados com os muçulmanos. Contudo, as lições de caráter genérico permanecem, como são notadas nos dois versículos seguintes. A traição, na guerra, é duplamente desonesta, pois põe em perigo muitas vidas. Essa traição deve ser punida de maneira tal, que não haja chance para uma outra. Não apenas os virtuais perpetradores, mas ainda aqueles que seguem os seus padrões devem ser deixados impotentes. E o tratado que foi quebrado deverá ser denunciado, para que a parte inocente possa, pelo menos, lutar em iguais termos. Partindo das vigentes injunções materiais de guerra, podemos proceder às mesmas lições, quanto às injunções espirituais. Uma trégua ou entendimento é possível com aqueles que respeita os princípios definidos, não o sendo, contudo, com aqueles que não têm princípio algum, e estão meramente dispostos a praticar a opressão e a iniqüidade.
  16. A ocasião imediata desta injunção foi quanto à fraqueza da cavalaria, e às ordenações de guerra nos primeiros combates do Islam. Porém, o significado, de caráter genérico, se segue. Em todos os combates, sejam materiais, morais ou espirituais, muni-vos das melhores armas e armamentos contra o vosso inimigo, a ponto de lhes imprimirdes inteiriço respeito, por vós e pela Causa por que lutais.
  17. Num combate, as desvantagens, da ordem de um para dez, são aterrorizantes para qualquer indivíduo. Porém, elas não desencorajam os que têm fé. Particularmente, caso se saiam vitoriosos, ou morram, o que prevalece é a sua Causa.
  18. Tivessem sido dadas condições de igualdade, os muçulmanos, devido a sua fé, poderiam vencer, mesmo em desvantagem da ordem de um para dez. Porém, como a sua organização era deficiente e o seu equipamento era obsoleto, como foi o caso no tempo de Badr, foi-lhes designado que não se engajassem em combates, estando eles em desvantagem de um contra mais de dois. Com efeito, eles venceram, estando em desvantagem de um contra mais de três.
  19. A destruição e a matança, conquanto repugnantes a uma alma meiga como a de Mohammad, eram inevitáveis, quando o mal tentava sobrepujar o bem. Até Jesus, cuja missão era mais limitada, teve de dizer: "Não julgueis que vim trazer paz à terra. Não vim trazer-lhes paz, mas espada" (Mateus, 10:34). Em Badr foram feitos 70 prisioneiros, e foi decidido que se pediria resgate por eles. Enquanto o princípio genérico de combater por este propósito, ou seja, o de fazer prisioneiros para conseguir seus respectivos resgates, é condenável, a ação particular, neste caso, foi aprovada nos versículos 68-71 desta surata.
  20. O mal desposa o mal. Os que fazem o bem têm muito mais razão para se unirem ao bem, para não apenas viverem em harmonia mútua, mas para estarem prontos, em todas as ocasiões, a protegerem uns aos outros. Doutra sorte, o mundo será tomado de agressões por povos inescrupulosos, resultando que o bem fracassará em seu dever de estabelecer a Paz de Deus, e de fortificar ainda mais as forças da verdade e da virtude.
  21. O Livro de Deus, ou seja, o Plano Universal, o Decreto Eterno, a Tábua Preservada (versículo 22 da 85ª Surata). A relação consangüínea e os seus direitos e deveres não dependem de circunstâncias especiais de natureza temporária. Quaisquer direitos temporários de herança mútua, estabelecidos entre os primeiros Emigrantes e os Socorredores, não se aplicam àqueles recrutados por último (nota do versículo 72 desta), os quais vieram sob circunstâncias completamente diferentes.
 

  Up

Centro Cultural Beneficente Islâmico de Foz do Iguaçu
Fone: (0 ** 45) 3573-1126 
Rua Meca S/N - Jardim Central 
CEP: 85864-410 - Foz do Iguaçu - PR - Brasil
info@islam.com.br