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O islam
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  1. Ver a nota do versículo 1 da 2ª Surata.
  2. Aiat = sinais, ou versículos do Alcorão. Ambos os significados devem aqui ser compreendidos. Cada versículo constitui uma pepita de outro da sabedoria. E, nos versículos imediatamente subseqüentes, a saber, os 3-6 desta surata, são fornecidos exemplos das maravilhas da Criação Material de Deus. Se os céus estrelados nos impressionam por sua sublimidade, como sinais da sapiência e do poder de Deus, quão mais portentoso não seria o fato de Ele ter falado aos humanos, na própria linguagem deles, por intermédio dos Seus Mensageiros, para que eles entendessem?
  3. Ver a nota do versículo 54 das 7ª Surata.
  4. Hamim; líquido fervente; está associado, como no versículo 57 da 38ª Surata, com gassak, um líquido escuro, almiscarado, ou intensivamente frio; ambos constituem simbolismos do castigo que resulta a rebeldia contra Deus.
  5. O epíteto adequado ao sol é diyá (esplendor e glória do brilho), e, para a lua, é "uma luz" (de beleza), a luz fria que ilumina e nos ajuda na escuridão da noite. Porém, o sol e a lua constituem, também, medidas de tempo. Com a mais simples observação desses corpos, podemos acompanhar o ritmo dos verdadeiros meses e anos lunares, coisa de que os pecuaristas e agricultores não podem prescindir. Para a agricultura os anos solares são acuradamente observados, uma vez que eles indicam as mudanças das estações; todavia, os anos solares comuns nunca são exatos; mesmo o ano solar, de 365 ¼ dias, requer correções de avanços cálculos astronômicos.
  6. A palavra árabe é Cur’an, que também significa leitura. O dever do mensageiro de Deus é dar a conhecer a Sua Mensagem, à medida em que ela lhe é revelada, agrade ou desagrade ela àqueles que a ouvem. Os egocêntricos querem inserir seus próprios desejos e caprichos nos preceitos religiosos e, deste modo, estão freqüentemente dispostos a usar a religião para conseguirem seus fins. A maior parte das corrupções, ocorridas na Religião, é devida a esta causa. No entanto, a Religião não deve ser desse modo prostituída.
  7. Mohammad passou toda a sua vida de pureza e virtude entre o seu povo; ele sabia ou estava ciente de tal pureza e virtude, mesmo antes que ele recebesse a sua missão. Sabia que o povo amava a sua nação, e era leal a ela. Por que deveriam voltar-se contra ele, quando lhe devia apontar, sob inspiração, todos os pecados e desmandos? Aquilo era para o próprio bem deles. Ele tinha de argumentar mais e mais com eles: "Não compreendeis? Vede que glorioso privilégio é, para vós, receberdes a verdadeira diretriz de Deus."
  8. Todas as grandes invenções e descobertas, das quais os humanos se ufanam, constituem frutos daquela genialidade e engenhosidade que Deus lhes tem gratuitamente concedido de Sua Graça. Porém, o espírito do homem continua mesquinho, como é ilustrado pela parábola concernente ao mar. Ah, como o coração do homem se regozija, quando o navio desliza suavemente, ao sabor dos ventos favoráveis! Ah, como, na adversidade, ele se volta, em terror e desesperança, a Deus, e faz promessas! Ah, como essas promessas são desconsideradas, tão logo o perigo passa! Comparar com o versículo 63 da 6ª Surata.
  9. Com a nossa insolência e orgulho, não vemos o quão pequena e efêmera é, de nós, a parte que é mortal. Vê-la-emos, por fim, quando aparecermos perante o nosso Juiz. Enquanto isso, as nossas ridículas pretensões tão-somente nos ferirão.
  10. Uma outra magnífica Parábola, explicando a natureza de nossa vida presente. A chuva cai em gotas, e se mistura com a terra. Por meio disso, pelo artesanato incomparável de Deus, as entranhas da terra são tornada férteis. Todas as espécies de grãos, benéficos, úteis e magníficos, bem como as frutas e os vegetais, são produzidos para os humanos e animais. A terra cobre-se com a sua ostentação de verde, amarelo, e com todas as variedades de cores. Talvez o "dono" das terras atribua a si todo o crédito, pense que isso durará eternamente. Então vem uma rajada de vento, ou de erupção vulcânica, e a destrói; ou poderá ocorrer, mesmo em condições normais, que chegando o tempo da colheita, os campos e os pomares sejam arrasados por alguma praga ou doença. Onde está a beleza e a magnificência de ontem? Tudo o que resta são pó e cinzas. Que coisas mais poderemos obter, desta vida material e física?
  11. Em contraste com os prazeres efêmeros e incertos desta vida material, existe a vida mais elevada, à qual Deus nos está constantemente exortado. Ela é denominada O Lar da Paz. Eis que aí não há temores, desapontamentos, ou pesares. A ela todos são conclamados, mas serão escolhidos não aqueles que tiverem procurado as vantagens materiais, mas aqueles que tiverem procurado o Bom Aprazimento de Deus. A palavra Salam (Paz) provém da mesma raiz de Islam, a Religião da Unidade e da Harmonia.
  12. Tendo sido feita alusão à obra e à sapiência de Deus, tanto como à real Verdade, como contra o falso culto e contra os falsos deuses que os humanos estabelecem, segue-se que o desconsiderar a Verdade deverá levar-nos a erros clamorosos, não apenas em nossas crenças, mas também em nossa conduta. Errarem e estaremos perdidos! Como poderemos, então, fugir à Verdade?
  13. A desobediência a Deus ocasionam as suas próprias e terríveis conseqüências em nós mesmos. A Lei, a Palavra e o Decreto de Deus devem ser cumpridos. Se procurarmos falsos deuses, a nossa Fé será diminuída, e então extinta. As nossas faculdades espirituais estarão mortas.
  14. Taawil: elucidação, explicação, realização final. Comparar com o versículo 53 da 3ª Surata. A Mensagem de Deus não somente nos proporciona as normas para a nossa conduta cotidiana, mas nos fala dos elevados assuntos de significado religioso, os quais requerem elucidação, de três maneiras: (1) por instrução de mestres de grande experiência espiritual; (2) por experiência dos fatos vigentes da vida; e (3) pelo preenchimento final das esperanças e dos escarmentos em que agora depositamos confiança por meio da nossa Fé. Os incrédulos rejeitam a Mensagem de Deus, simplesmente porque não podem compreendê-la; e não dão a ela nem mesmo uma chance de elucidação, em nenhuma dessas maneiras.
  15. Os hipócritas vão encontrar algum grande mestre, mas não tirarão proveito disso, porque não estão sinceramente à procura da verdade. São como os cegos, ou como os surdos, ou como os imbecis. É impossível guiá-los, porquanto não têm vontade de ser guiados.
  16. O Mensageiro está seguro de que a culminação do mal é o mal, assim como a culminação do bem é o bem. Torne-se esse resultado patente perante seus próprios olhos, durante o tempo da sua existência, ou depois, não faz diferença. Os iníquos não devem regozijar-se por eles ter sido dado corda, nem por lhes parecer que estavam de posse de um triunfo (por certo tempo), nem tampouco os virtuosos devem perder o ânimo; porque a promessa de Deus é inexorável, e se cumprirá. E, de qualquer modo, a balança só poderá ser parcialmente ajustada, se isto for possível, nesta vida. Haverá o ajuste final e completo no Dia do Julgamento. Deus é Onisciente, e toda a verdade estará perante Ele.
  17. Esta será a sina final, sabendo-se que eles próprios trá-la-ão para si. A psicologia dos incrédulos é aqui exposta e analisada. Este argumento particular principia no versículo 47 desta surata, e termina no versículo 53 da mesma. Ele se inicia com uma declaração generalizada de que cada povo teve as admoestações e explicações, por intermédio de um Mensageiro, especialmente enviado a ele; esse Mensageiro constituir-se-á uma relevante testemunha, no julgamento final, quando a questão será julgada com perfeita eqüidade. Então, segue-se um diálogo. Os incrédulos perguntam zombeteiramente: "Por que não envia agora o castigo?" A resposta para os incrédulos é: " Ele virá no devido tempo, de Deus." É dito aos crédulos para observarem e verem como os pecadores tomariam o castigo, caso este lhes chegasse de pronto. Não iriam achar que chegou mui repentinamente? Quando ele virtualmente chegar, o pânico deles será indescritível. "Será verdade?, perguntarão os incrédulos. "Sim, a verdade verdadeira", será a resposta. "E nada poderá impedi-la".
  18. Aqueles que procedem erroneamente possuem uma enfermidade me seus corações, coisa que lhes causará a morte espiritual. Deus, em Sua Misericórdia, declara-lhes a Sua Vontade, coisa que deveria dirigir-lhes as vidas, e lhes proporcionar a cura para a sua enfermidade espiritual. Caso aceitassem a Fé, o remédio faria efeito; encontrar-se-iam sob a diretriz certa, e receberiam de Deus o perdão e a misericórdia. Em verdade estas seriam dádivas bem melhores do que as vantagens materiais, as posses ou as riquezas.
  19. O "sustento" deve ser tomado tanto no sentido literal como metafórico. No sentido literal, que magníficas e variegadas ordenações Deus no proporciona, seja na terra, no mar e no ar, distribuídas nos três reinos, vegetal, animal e mineral! No entanto, mentes tacanhas colocam barreiras artificiais quanto ao seu uso. No sentido metafórico, que assombrosos campos de conhecimento e de enlevo espiritual nos são proporcionados em nossas vidas, individual e social! E quem irá dizer que alguma dessas coisas é lícita e outra proibida? Supondo-se, em circunstâncias especiais, que assim fosse, não é direito que se atribuam restrições artificiais dessa espécie a Deus, e que arbitrariamente se fabriquem sanções religiosas contra elas.
  20. Quanto às pessoas que mentem com respeito à Religião, ou inventam falsos deuses, ou falsa adoração, terão elas alguma idéia do Dia do Julgamento, quando serão chamadas a prestar contas, e terão de responder por seus feitos?
  21. A referência à história de Noé, aqui, é apenas incidental, para ilustrar um ponto especial. A história toda encontra-se nos versículos 25-49 da 11ª Surata e em muitas outras passagens, a saber, versículos 59-64 da 7ª Surata, 23-32 da 23ª Surata, 105-122 da 26ª Surata e 75-82 da 37ª Surata. Em cada local, no contexto, há um ponto especial. O ponto especial aqui, é que a própria vida e pregação de Noé, entre seu povo iníquo, foi causa de ofensa para eles. Porém ele nada temeu, confiou em Deus, proclamou sua mensagem, e foi salvo do Dilúvio.
  22. A história, abrangendo Moisés, Aarão e o Faraó, é fartamente contada nos versículos 103-137 da 7ª Surata, havendo referências a ela em muitos locais do Alcorão. A referência incidental, aqui, é para ilustrar um ponto em especial, ou seja, que os iníquos são arrogantes e estão interligados pelos seus pecados, e os preferem à Verdade; eles não hesitam em atribuir os diletos de Deus, que trabalham com desprendimento para eles, intenções maldosas, coisa que abalaria a eles, os iníquos, em circunstâncias semelhantes.
  23. Quando eles arrojaram seus cajados, estes se transformaram em serpentes por um truque de feitiçaria; no entanto, os milagres de Moisés eram maiores do que os truques da mistificação, porque tinham a Verdade verdadeira por detrás deles.
  24. Esta instrução, supomos, foi dada quando os mistificadores foram levados à confusão, e alguns dos egípcios acreditaram. Moisés permaneceria no Egito por um certo período, para que sua Mensagem tivesse tempo de surtir efeito, ates que os israelitas fossem levados para fora dali. Eles teriam que transformar as suas casas em locais de oração (Quibla), uma vez que o Faraó provavelmente não permitiria que estabelecessem locais públicos de culto, porquanto eles tão-somente teriam de ser, então, vilegiaturistas no Egito. A Quibla haveria de ser um simbolismo da posterior restauração do puro culto de Deus, na Caaba, sob a orientação de Mohammad. Estas eram as boas-novas (o Evangelho) do Islam, pregadas por Noé, Abraão, Moisés e Jesus, e concretizadas por Mohammad.
  25. A súplica de Moisés, à qual se juntou Aarão, pois sempre estava com ele, pode ser deste modo parafraseada: "Ó Deus, nós entendemos que a opulência e as riquezas dos egípcios não devem ser invejadas. Elas são apenas venturas efêmeras desta vida. Elas constituem uma desvantagem na qual, com seu orgulho por suas posses, os egípcios se desvirtuaram, bem como aos outros. Que seu orgulho seja a sua ruína! Faze com que sua riqueza se transforme em amargura, e com que seus corações se tornem empedernidos, porque eles Te rejeitaram, e não acreditarão, até que literalmente vejam o castigo por seus pecados!"
  26. Depois de os israelitas ficaram errando pelo Sinai, estabeleceram-se na terra de Canaã, descrita como "... uma terra em que mana leite e mel"(Êxodo, 3:8). Eles tiveram uma terra próspera; e foram agraciados com o sustento espiritual, proporcionado por enviados, para proclamarem a Mensagem de Deus. Eles deveriam ter agido melhor do que descambarem para disputas e cismas, mas assim o fizeram. Aquilo era o que de mais imperdoável havia, considerando-se os favores que tinham recebido de Deus. Os cismas advieram da arrogância egoística, mas Deus julgará entre eles, no Dia do Julgamento.
  27. Deus, em Sua infinita Misericórdia, aponta como um escarmento a contumácia do Pecado, e faz alusão ao excepcional caso de Nínive e de seu Profeta Jonas. A história de Jonas é contada nos versículos 139-148 da 37ª Surata, onde seria lugar apropriado para mais comentários. Aqui é suficiente notarmos que Nínive era uma cidade antiquíssima, que agora não mais se encontra no mapa. Acredita-se que sua localização haja sido demarcada por dois outeiros, na margem esquerda do Tigre, defronto à florescente cidade de Mosul e que está na margem direita, cerca de 370 km a noroeste de Bagdá. Um dos dois outeiros possui o nome de "Tumba de Nabi Iúnus". Os arqueólogos ainda não exploraram por completo a sua antigüidade. Não obstante, claro está que se trata de uma velhíssima cidade sumeriana, talvez remontando ao ano 3.500 a.C.. Ela tornou-se a terceira capital sucessiva da Assíria. O primeiro Império Assírio, sob o governo de Chalmanesser I, por volta do ano 1.300 a.C., tornou-se a suprema força da Ásia Ocidental. A Babilônia, da qual a Assíria havia sido anteriormente tributária, tornou-se então tributária da Assíria. O segundo Império Assírio surgiu por volta de 745 a.C., sendo que Sennarista (705-681 a.C.) embelezou a cidade com muitas obras públicas. Ela foi destruída pelos citas (então chamados medas) em 612 a.C.. Caso se presuma que o tempo de Jonas foi por volta do ano de 800 a.C., teria sido entre o primeiro e o segundo Império Assírio; quando a cidade foi quase destruída por causa de seus pecados, mas dado seu arrependimento, foi concedido ao povo um novo período de vida gloriosa, que veio com o segundo Império.
  28. Deus é Indulgente, Misericordiosíssimo. Mesmo quando sofremos, sob provações e atribulações, isso é para o nosso bem, e ninguém pode impedir isso senão Ele, sendo que, em Seu Plano, Ele faz com que aconteça o melhor para todos. Por outro lado, não há força capaz de interceptar as Seus favores e bênçãos, sendo que Sua benevolência flui livremente, quando a merecemos, e freqüentemente, quando não a merecemos.
  29. O Furcan, ou o Discernimento entre o certo e o errado, foi-nos enviado, procedente de Deus. Se nós aceitarmos a diretriz, não será para parecer como um favor conferido àqueles que no-la concederam. Eles sofrem abnegadamente por nós, a fim de que possamos ser guiados, para o nosso próprio bem. Por outro lado, se a rejeitarmos, bem, a perda será nossa. Nós temos uma certa quantidade de livre-arbítrio, e a responsabilidade é nossa, não a podendo deixar recair sobre os Mestres, enviados por Deus.
  30. Quando, a despeito de todos os esforços dos diletos de Deus, as pessoas não aceitam a Verdade, e o mal parece florescer por certo tempo, nós devemos esperar e ser pacientes, e, ao mesmo tempo, não devemos perder as esperanças, ou deixar de envidar esforços, no sentido contrário, porque, só deste modo, poderemos fazer a nossa parte, nos Planos de Deus.
 

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