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  1. Ver a nota do versículo 1 da 2ª Surata.
  2. Os incrédulos estão aqui caracterizados de três maneira: (1) eles adoram esta vida efêmera, com as suas vaidades, mais do que a Verdadeira Vida, que perdurará por toda a Eternidade; (2) eles não apenas causam dano a si mesmos, mas ainda desviam outros; (3) as suas mentes distorcidas procuram por algo distorcido na Senda reta de Deus (comparar com o versículo 45 da 7ª Surata). Todavia, agindo assim, eles se distanciam cada vez mais da Verdade.
  3. "Os dias de Deus": os dias em que a misericórdia de Deus lhes será mostrada de modo especial. A cada dia, a cada hora, a cada minuto, a Graça de Deus flui abundantemente até nós; porém, há eventos na história pessoal ou coletiva em que os Dias devem ser marcados a vermelho. Para os israelitas, tais Dias foram estabelecidos com grande detalhes nos versículos 30-61 da 2ª Surata, e em outros locais.
  4. Mesmo os nomes de todos os profetas não são conhecidos dos homens; muito menos os detalhes de suas histórias. Se algumas "notícias" (porquanto a palavra traduzida por "história" deve também ser traduzida por "notícia") chegam até nós, é para fornecerem instruções espirituais para as nossas vidas.
  5. Comparar com o versículo 62 da 11ª Surata. A distinção entre as palavras Chac e raib deve ser notada. Chac trata de uma dúvida intelectual, uma dúvida quanto ao falo: "É assim, ou não?" Raib trata de algo mais consistente do que nossa crença moral, além de nos causar uma inquietação na alma. No versículo 30 da 52ª Surata, ela é usada como equivalente a "calamidade" ou "desastre", ou algum castigo ou mal. Ambas as espécies de dúvidas são insinuadas contra os diletos de Deus.
  6. Eis aqui uma figura gráfica e dissuasiva da pregação dos primeiros profetas em relação aos desatenuantes horrores dos tormentos do inferno. Mesmo a válvula de escape do "aniquilamento" está fechada para os iníquos.
  7. Quando a hora do julgamento vier, haverá duas espécies de desilusões à espera dos ímpios: (1) aqueles que foram desviados e fracassaram em ver que cada alma tem a sua responsabilidade pessoal (versículo 134 da 2ª Surata), e não pode descarregá-la sobre outrem, voltar-se-ão para aqueles que os desviaram, na expectativa de que estes intercedam por eles ou façam algo para os ajudar. Eles recebem uma resposta manifesta como na última parte deste versículo; (2) aqueles que se colocaram ao lado de Satanás, o Poder do Mal. A resposta deste (no versículo 22 desta surata, acima) é direta, cínica e brutal.
  8. A árvore nobre é conhecida por: (1) sua beleza; ela proporciona prazer a todos os que a vêem; (2) sua estabilidade; ela permanece firme e inabalável nas tormentas, porque as suas raízes estão firmemente fixas na terra; (3) sua ampla copa; seus galhos altaneiros absorvem todo o sol, proporcionando sobra para incontáveis pássaros, animais e homens, que se abrigam sob ela; (4) os frutos abundantes que ela dá constantemente. Assim é a Boa Palavra. Ela é tão magnífica quanto a verdadeira. Ela perdura em todos os cambiantes e contingências desta vida, e mesmo depois dela (ver versículo 27, acima), jamais é abalada por pesares, ou pelo que nos parecem calamidades; suas "fundações" estão profundamente enterradas nos consistentes fatos da vida. Seu alcance é universal, está por cima, em torno e por baixo; é iluminada pela Luz divina do céu, e o consolo que proporciona alcança incomparáveis seres, de todos os graus da vida. Seus frutos – as alegrias das suas bênçãos – não se restringem a uma estação ou a um conjunto de circunstâncias; outrossim, o afortunado que constitui o veículo dessa Palavra não possui orgulho; ele atribui à Vontade e Vênia de Deus, toda a sua bondade e o seu ato de disseminar essa bondade.
  9. Há, aqui, um significado particular e um geral. O significado particular é compreendido como uma referência aos idólatras de Makka, que transformaram a Casa de Deus num local de adoração a ídolos horríveis, e de práticas de inusitados rituais e cultos. Realmente, não há dificuldade alguma em aceitar isto como constituindo parte de uma Surata anterior revelada em Makka, mesmo sem supor que se trate de uma profecia. Os idólatras de Makka transformaram a Religião em uma superstição blasfema, resultando que desvirtuaram o seu povo e perseguiram o verdadeiro Mensageiro de Deus, e todos aqueles que lhe seguiam os ensinamentos. A sua taça de iniqüidade parecia quase cheia, e eles estavam caminhando para a perdição, como os acontecimentos posteriores mostraram.
  10. Se nos colocarmos na posição em que a comunidade muçulmana se encontrava em Makka, pouco antes da Hégira, poderemos imaginar o quanto eles necessitavam de encorajamento e consolo, os quais provinham das pregações, da fé e da firmeza de caráter de Mohammad. Uma perseguição intolerante era a ordem do dia; nem a vida, nem as propriedades ou reputações do muçulmanos estavam seguras. Era-lhes pedido que buscassem revigoramento e tranqüilidade nas orações e na ajuda mútua, de acordo com as suas necessidades e recursos.
  11. Aqui, como em outros lugares, deve-se dar à palavra "agraciar" os sentimentos literal e metafórico. Entre os muçulmanos havia muitos pobres, ou escravos, ou deprimidos, e que eram desprovidos de meios de subsistência por causa das suas crenças. Eles tinham de ser alimentados, vestidos e abrigados por aqueles que possuíssem meios para isso. Havia ignorantes que precisavam de apoio espiritual; tinham de ser revigorizados por aqueles a quem Deus havia dispensado sabedoria e firmeza de caráter. Comumente, a caridade tinha de ser secreta, para que se evitassem as ostentações e especulações, ou, talvez para que o inimigo não pudesse minar tais recursos, através de sórdida violência; porém, deveria ter havido mais expedientes abertos ou organizados, a fim de que todos os necessitados a eles pudessem recorrer, para que pudessem ser aliviados.
  12. O sol desprende calor, que á fonte de toda a vida e energia neste planeta; o sol, dada a inclinação do eixo da Terra, produz as estações do ano, fazendo com que o homem supra as suas necessidades, não apenas materiais como também imateriais, na forma de luz, saúde e outras bênçãos. O sol e a lua, juntos, provocam as marés, cosia que é de grande importância na vida de homem. A sucessão do Dia e da Noite é devida ao aparente percurso diário do sol através do céu. Pelo fato de haver leis aqui, que o homem pode entender e calcular, ele está apto a usar todas estas coisas para os seus próprios serviços, sendo que, nesse sentido, os corpos celestes ficam submetidos a ele, pela ordem de Deus.
  13. O vale de Makka é rodeado de montes por todos os lados, ao contrário de Madina, que possui planuras niveladas e cultivadas. Porém, por causa do seu isolamento natural, é próprio para ser o centro de Oração e Louvação.
  14. Abraão contava 100 anos quando Isaac nasceu (Gênesis 21:5); e como Ismael contasse 13 anos quando Abraão contava 99 (Gênesis 17:24-25), foi também um filho na idade avançada de seu pai, tendo nascido quando Abraão estava com 86 anos de idade. A progênie do filho mais moço desenvolveu a Fé de Israel e a de Cristo; a progênie do mais velho aperfeiçoou a universalíssima Fé do Islam, a Fé de Abraão, o Veraz.
  15. Meus pais. O pai de Abraão foi um idólatra (versículos 74 da 6ª Surata e 26 da 43ª Surata). Não apenas isso, mas também perseguiu a Fé da Unidade e ameaçou Abraão com o apedrejamento e o exílio (versículo 46 da 19ª Surata); e ele e seu povo arrojaram-no ao fogo, para que fosse queimado (versículos 52 e 68 da 21ª Surata). Contudo, o coração de Abraão era terno, e ele suplicava por perdão para o seu pai, por causa de uma promessa que havia feito (versículo 114 da 9ª Surata), embora houvesse renunciado à terra de seus pais (Caldéia).
  16. A expressão "trocada por outra, como também os céus", refere-se à completa mudança de condições, no final, das coisas como as conhecemos agora, para que tão-somente possamos ter o novo mundo, o qual é-nos descrito por meio de símbolos e metáforas nos versículos seguintes; e ao mundo espiritual das mudanças de valores, mesmo com o passar do tempo, para que o julgamento do homem comece gradativamente a surtir efeito, mesmo enquanto ele se encontre extremamente no mundo de fenômenos; porque, em seu ser interior, ele estará experimentando os efeitos, bons ou maus, da sua conduta na terra. No último caso, também, a sua experiência mística somente pode ser descrita por símbolos.
 

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