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  1. É com respeito à Mi’raj, ou seja, a ascensão, sobre a qual há diversificadas versões; alguns exegetas afirmam tratar-se da visão que ele teve.
  2. Masjid; é um local para a oração. Aqui, refere-se à Caaba, em Makka. Ela não havia sido expurgada dos seus ídolos, nem novamente dedicada exclusivamente ao Único e Verdadeiro Deus. Constituía um símbolo da nova Mensagem que estava sendo dada a conhecer à humanidade.
  3. A Mesquita de Alacsa deve referir-se ao Templo de Salomão, em Jerusalém, no monte de Moriah, sobre o qual ou perto do qual se encontra o Domo da Rocha, também denominado Mesquita de Ômar. Esta, mais a mesquita conhecida como a Mesquita Longínqua, ( Masjid-ul-Acsa), foram completadas pelo Califa Abdul Málik no ano 68 H.. Longínqua, porque se tratava do mais longínquo local de adoração, no oeste, que foi conhecido pelos árabes nos tempos do Profeta; era um local sagrado, tanto para os judeus como para os cristãos, acontecendo, porém, que os cristãos tinham a primazia, uma vez que tal local fazia parte do Império Bizantino (Romano), império esse que mantinha um patriarca em Jerusalém. Os principais dados com relação ao Templo são: ele foi terminado por Salomão por volta de 1004 a.C.; foi destruído pelos babilônios sob o governo de Nabucodonosor, por volta de 586 a.C.; tornou-se um tempo dos ídolos pagãos, sob um dos sucessores de Alexandre, Antiochus Epiphanis, em 167 a.C.; foi restaurado por Herodes, de 17 a.C. a 29 d.C.; e foi completamente destruído pelo Imperador Tito, no ano 70 d.C.. Tais altos e baixos constituem grandes marcos na história da Religião.
  4. Ao que se referem as duas ocasiões? Pode ser que "duas vezes" se trate de uma figura de retória para "mais de uma vez", "freqüentes vezes". Ou pode ocorrer que as duas ocasiões se refiram: (1) à destruição do Templo, sob o babilônio Nabucodonosor em 586 a.C., quando os judeus foram levados em cativeiro, e (2) à destruição de Jerusalém por Tito no ano 70 d.C., após que o Templo nunca mais foi reconstruído. Ver 3, acima. Em ambas as ocasiões isso constituiu um julgamento de Deus quanto aos pecados dos judeus – seus deslizes e sua arrogância.
  5. Uma boa descrição do beligerante Nabucodonosor, com seu exército babilônico. Eles eram servos de Deus, no sentido de que constituíam instrumentos por meio dos quais a ira do Senhor foi derramada sobre os judeus, porquanto penetraram suas terras, invadiram o seu Templo e os seus lares, levando os judeus, homens e mulheres, em cativeiro. A respeito das "filhos de Sião", ver as acerbas condenações em Isaías, 3: 16-26.
  6. O retorno do cativeiro, por parte dos judeus, deu-se por volta do ano 520 a.C.. Eles reiniciaram as suas vidas. Reconstruíram o seu Templo. Encetaram várias reformas, e erigiram um neo-judaísmo, em associação com Ezra. Por um certo tempo, prosperaram. Enquanto isso seus opressores, os babilônios, foram absorvidos pela Pérsia. Subseqüentemente, os persas foram absorvidos pelo Império de Alexandre. A totalidade da Ásia Ocidental foi helenizada, assim acontecendo com a nova escola judaica, que possuía um consistente centro de Alexandria. Porém, o seu pisotear das terras palestinas continuou, resultando que, sob o governo da dinastia asmoniana (167-63 a.C.), os judeus tiveram um revivescimento nacionalista, acontecendo que os nomes dos macabeus são lembrados como heróicos. Uma outra dinastia, da Iduméia (de 63 a 4 a.C.), à qual Herodes pertencia, também desfrutava de algum poder semi-independente. O cetro da Síria (incluindo a Palestina) passou para os romanos no ano 65 a.C., sendo que os reis feudais judaicos tinham uma autonomia em relação a eles. Porém, os judeus novamente mostraram uma resistência empertigada quanto ao mensageiro de Deus, no tempo de Jesus, resultando que o que se seguiu foi o inevitável destino da completa destruição do Templo, sob o governo de Tito, no ano de 70 d.C.
  7. A destruição de Jerusalém, por Tito, no ano 70 d.C., foi completa. Tito era filho do imperador romano Vespasiano; no tempo da destruição de Jerusalém possuía o título de César, como herdeiro que era do trono. Ele governou o Império Romano de 79 a 81 d.C.. Merivale, em sal obra Romans Under The Empire (Os Romanos sob o Império), fornece um cômputo gráfico do assédio e da destruição final de Jerusalém (ed. 1890, VII. 221-225). A população de Jerusalém era de 200.000 habitantes. De acordo com o historiador latino Tácito, era para perto de 600.000. Houve fome e houve massacres. Havia muito fanatismo. A assertiva de Merivale é: "Eles (os judeus) estava judicialmente abandonados às suas próprias paixões e, naturalmente, ao castigo que esperava por eles".
  8. A doutrina da expiação vicária é condenada. A salvação dos iníquos não poderá ser alcançada por meio da punição dos inocentes. Uma pessoa não poderá arcar com a carga de outra; isso seria injusto. Cada um deverá arcar com a sua própria responsabilidade pessoal.
  9. A metáfora é a de uma ave altívola que, levada pela ternura, abre as suas asas para abrigar a ninhada. Há uma dupla adequabilidade; (1) quando os pais eram fortes, e a criança indefesa, afeições paternas foram dispensadas a ela; quando a criança cresce e fica forte, e os pais indefesos, pode ela fazer menos do que dispensar semelhante carinho aos pais?; (2) ainda mais: deve abordar os assuntos com gentil humildade; porque, por acaso o amor dos pais não lhe lembra o grande amor com o qual Deus vela as suas criaturas? Aqui há algo maior do que a simples gratidão humana; isto ascende às mais elevadas regiões espirituais.
  10. Note-se que nos é pedido que honremos nossos pais e mães, não "para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor Deus te dá"(Êxodo, 20:12), mas em termos mais altruísticos e universalizados, condizentes com uma revelação perfeita. Em primeiro lugar, é-nos ordenado não apenas respeito para com os pais, mas ainda benevolência desvelada, bem como humildade. Em segundo lugar, tal ordem é ligada àquela de adorar o Único e Verdadeiro Deus; o amor paterno (materno) deve ser, para nós, o tipo do amor divino; nada que possamos fazer poderá jamais compensar o que recebemos.
  11. No Decálogo judaico, dado a um povo primitivo e de coração endurecido, tal refinamento e benevolência – para com aqueles carentes e viajantes (ou seja, todos os forasteiros que venhamos a encontrar) – não encontrava guarida. Nem tampouco havia o perigo de eles desperdiçarem as suas substâncias, provenientes da exuberância. Mesmo o mandamento "honrar pai e mãe" não tem prioridade da cerimoniosa observação do Sábado. Entre os muçulmanos, a adoração a Deus está ligada à benevolência – para com os pais, parentes, necessitados, e aqueles que se encontram longe de seus lares, embora nos sejam totalmente estranhos. E não se trata de mera benevolência verbal; estes últimos têm direitos que devem ser respeitados.
  12. Toda a caridade, benevolência e ajuda estão condicionadas aos nossos próprios recursos. Não haverá mérito algum se meramente gastarmos demonstrado bravatas ou espetaculosidades. Quantas famílias não ficam arruinadas com gastos extravagantes, dispendiosos casamentos, funerais, etc., (como dizem) para "obsequiarem parentes e amigos" ou, ainda, dando dinheiro para mendigos capazes e itinerantes? Apropriadamente, para ninguém mais do que para os muçulmanos dos dias presentes, esta ordem foi dada.
  13. Comparar com a frase quanto à avareza, no versículo 67 da 5ª Surata. Não devemos ser tão liberais a ponto de nos tornarmos carentes, e incorrermos, assim, na censura dos homens de bom-senso, nem tampouco é plausível que neguemos os nossos recursos às devidas necessidades daqueles que têm direito à nossa ajuda. Até os estranhos têm tal direito, como vimos no versículo 26 desta Surata, acima. Portanto, devemos manter uma justa medida entre a nossa capacidade e a necessidade dos outros.
  14. Os árabes pré- islâmicos eram afeitos ao infanticídio feminino. Numa sociedade permanentemente em estado de guerra, um filho homem constituía uma fonte de reviramento, ao passo que uma filha constituía uma fonte de enfraquecimento. Mesmo agora, o infanticídio, por razões econômicas, não é desconhecido em outros países. Esse crime contra as vidas das crianças é aqui tido como um dos maiores pecados.
  15. Literalmente, "é mau como uma estrada (ou caminho)". O adultério não apenas é, por si só, vergonhoso e incompatível com qualquer respeito próprio ou respeito para com os outros, mas também abre caminho para muitos pecados. Ele destrói a base da família; vai contra os interesses dos filhos nascidos ou por nascer; pode causar assassinatos, contendas entre famílias, perda da reputação e mesmo de propriedades, além de afrouxar permanentemente os laços da sociedade. O adultério não somente deve ser evitado como um pecado, como ainda qualquer tentativa, ou tentação a ele deve ser evitada.
  16. Quanto à questão do Quisas (talião), ver o versículo 178 da 2ª Surata, e respectiva nota. Sob as estritas limitações lá expostas, uma vida deve ser tirada para pagar outra vida. Ao herdeiro é dado o direito de demandar por essa vida; contudo, não deve ultrapassar os devidos limites, porquanto é auxiliado pela Lei. Exegetas há que entendem que "ele" (oculto) em "estando favorecido (pela lei)" se refere ao herdeiro da pessoa contra a qual se procura aplicar o Quisas. Ele também será favorecido pela lei, caso o herdeiro do referido morto exceda as limitações da lei.
  17. Comparar com o versículo 152 da 6ª Surata e com outras passagens relacionadas com os órfãos, por exemplo, o versículo 220 da 2ª Surata. Caso se mexa na propriedade de um órfão, deverá ser para aumentá-la, ou para acrescentar-lhe algo que a deixe melhor do que estava antes – jamais para tirar vantagem em benefício próprio. Uma barganha que talvez pareça bem justa, entre duas pessoas independentes, seria, sob o ponto de vista deste versículo, injusta entre um custódio e o órfão, até que este atinja a maioridade.
  18. A palavra achudun significa a idade em que o órfão atinge a sua plena maturidade de vigor e compreensão, digamos, entre os 18 e 30 anos. A idade legal para a emancipação poderá ser aos 18 anos (para certos propósitos, em alguns países) ou aos 21 (em outros países). Para certos propósitos, pela lei muçulmana, a maioridade poderá dar-se com menos de 18 anos. No interesse do órfão, um padrão muito mais restrito é requerido, quando a este caso.
  19. Segundo o contexto, as circunstâncias referidas relacionar-se-iam aos contratos beneficiários ligados à propriedade do órfão, ou às promessas e incumbências, por parte do custódio ou implicado, em termos de sua ordenação. Todavia, as palavras são de cunho geral, devendo ser interpretadas neste sentido.
  20. Proporcionar peso e medida exatos não é apenas correto, mas ainda resulta na melhor vantagem material e espiritual que a pessoa que assim procede pode usufruir.
  21. A curiosidade fútil poderá levar-nos a nos metermos com o mal, através da nossa ignorância, ignorância esta que já constitui um mal. Devemos nos resguardar deste perigo. Devemos tão-somente ouvir coisas que saibamos serem de boa comunicação, ver coisas boas e instrutivas, e aliciar em nossos corações sentimentos, ou que, em nossas mentes e idéias, tenhamos razão para esperar que sejam espiritualmente proveitosos para nós. Seremos chamados a prestar contas pelo exercício de cada faculdade que nos foi concedida. Isto vai um pouco mais além do que aquela famosa escultura de um templo japonês, onde são mostrados, em três atitudes diferentes, macacos, colocando as mãos respectivamente sobre os ouvidos, os olhos e as bocas, numa demonstração de que estão prontos a não ouvir, não ver e não falar coisas malignas. Aqui, a curiosidade fútil é condenada. A futilidade deve ser evitada, ainda que não atinja o grau do mal positivo.
  22. A insolência, ou arrogância, ou jactância indevida dos nossos poderes ou capacidades, constitui o primeiro passo para muitos males. Além do mais, isso não se justifica; todas as nossas dádivas e dotações provêm de Deus.
  23. A lei moral, como explanada nos versículos 23-29 desta surata, inicia-se com uma menção de adoração do Único e Verdadeiro Deus, e termina com uma menção semelhante, a fim de fechar o argumento, desse modo imprimindo ênfase ao fato de que o amor de Deus abrange o amor do homem, bem como a ajuda prática aos nossos semelhantes.
  24. Toda a criação, animada ou inanimada, proclama os louvores de Deus, e Lhe celebra a glória – a animada, com a consciência de Deus, e a inanimada, na evidência que favorece quanto à unicidade e à glória de Deus. Portanto, toda a Natureza dá testemunho do Seu poder, da Sua sapiência e benevolência. Tão-somente "vós" (isto é, que rejeitais toda a inclinação da vossa natureza e negais a Fé, simplesmente porque vos foi concedida uma limitada possibilidade de escolha e livre-arbítrio) sois os que não compreendeis aquilo que todas as outras criaturas compreendem, proclamando isso um júbilo e orgulho.
  25. Véu invisível; alguns exegetas acham que mastur, aqui, é equivalente a sátir, um véu que torna as coisas invisíveis, um véu espesso e escuro. Contudo, achamos que o significado de mastur (na voz passiva), como "oculto" ou "invisível", é mais condizente com o significado de toda a passagem. Se toda a natureza, exterior e dentro de nós mesmos, declara a glória de Deus, aqueles desafortunados que se divorciam do melhor que há em suas naturezas, têm de ficar isolados dos diletos de Deus e da revelação que estes dão a conhecer, porque: (1) não são dignos de fiar na companhia destes; e (2) os diletos de Deus, com a revelação que dão a conhecer, devem ser protegidos da atribulação que a blasfêmia ou a rebeldia fatalmente causam à sua natureza imaculada. O véu, todavia, é real, mesmo que esteja invisível.
  26. Não somente não devemos não julgar os outros homens comuns, nem criticá-los, como ainda não devemos estabelecer falsos padrões de julgamento quanto aos diletos de Deus. Se um deles nasceu da raça árabe iletrada, foi, contudo, uma misericórdia para toda a humanidade. Se um deles falava com Deus, e a vida de outro começou como um milagre espiritual, isso não implica em superioridade. Isso apenas significa que a sapiência de Deus é mais profunda do que tudo aquilo que possamos esquadrinhar.
  27. Alguns exegetas acham que isto se refira ao Mi’raj (versículo 1 desta surata), e outros às visões espirituais. Tais visões constituem milagres, acontecendo que se tornam uma pedra de tropeço no caminho dos incrédulos. Entretanto, constituem um encorajamento para os homens de fé. Por isso, constituem "uma prova para os humanos".
  28. A árvore do zacum, uma árvore cujas folhas e cujos frutos são amargos e pungentes, e crescem no fundo do inferno, constituindo o tipo de tudo o que é desagradável. Ver os versículos 62-65 da 37ª Surata, e 52 da 56ª Surata. Todas essas suratas são cronologicamente anteriores a esta. A aplicação do nome de uma árvore da espécie mirabólano, encontra na região de Jericó, data, acham, da era pós-alcorânica. Ela representa uma provação para os malfeitores. Ver o versículo 63 da 37ª Surata, e respectiva nota.
  29. Nós discutimos as várias significações da palavra Imam no versículo 124 da 2ª Surata, e respectiva nota. Qual é o significado, aqui? As opiniões dos exegetas se dividem. Alguns compreendem-no como sendo o líder com a qual cada grupo aparecerá, líder esse que prestará testemunho quanto às virtudes ou pecados dele (do grupo). Comparar com o versículo 84 da 16ª Surata. Outro ponto de vista é que o Imam será a revelação, o livro de cada povo ou grupo. Um terceiro ponto de vista é que o Imam será o registro dos seus feitos, relatados na cláusula seguinte. Nós preferimos a primeira opinião.
  30. Literalmente, algo com o valor de um fatil, uma película na fissura de um caroço de tâmara, ou seja, sem valo algum. No dia do julgamento, os filhos da luz receberão e lerão com atenção os seus registros, e renderão jubilosas graças a Deus por Suas Misericórdias. E quanto aos filhos das trevas? Eles já haviam estado cegos na vida deste mundo, e não receberão luz alguma do Semblante de Deus, então. Pelo contrário, notarão que quanto mais longo o tempo em que viajaram, tanto se distanciaram da Senda. Note-se a associação de idéias – cegueira, não ver a luz, e distanciar-se cada vez mais da verdadeira Senda.
  31. Os exegetas entendem que aqui a ordem é quanto às cinco orações canônicas diárias, a saber, as quatro que se praticam desde o declínio do sol do zenite, até à completa escuridão da noite, e a oração que se pratica cedo, pela manhã (fajr), que é costumeiramente acompanhada pela recitação do Alcorão Sagrado. As quatro orações da tarde são: Duhr, imediatamente depois que o sol principia a declinar, ao meio-dia; ‘Asr, bem à tarde; Maghrib, logo após o pôr-do-sol; e Ichá, depois que a claridade do dia desaparece, e a escuridão da noite se faz presente. Existe diferenças de opinião quanto ao significado de palavras ou frases particulares, mas isso não chega a mudar o efeito da passagem.
  32. Sabe-se que as ciências desenvolvidas, após o advento do Islam, bem como todo e qualquer desenvolvimento científico no Oriente, tiveram como fonte inspiradora o Alcorão. A filologia, as leis, a origem da jurisprudência e o estudo da religião foram conseqüências da observação e do estudo do Alcorão.
  33. A prova do Alcorão consiste da sua própria beleza e natureza, e das circunstâncias em que foi promulgado. O mundo é desafiado a produzir um Livro como ele, sendo que ainda não produziu nenhum. É o único Livro revelado, cujo texto permanece puro e imaculado até hoje. Para um desafio semelhante, ver 2ª Surata, versículo 23, 10ª Surata, versículo 38 e 11ª Surata, versículo 15.
  34. No Alcorão, tudo é explicado em detalhes, segundo vários pontos de vista, por ordens, comparações, exemplos, narrativas, parábolas, etc.. Ele não conta meramente histórias, ou expõe vagas proposições abstratas. Proporciona ajuda detalhada, quanto à vida interior e exterior.
  35. Nove Sinais Evidentes; ver o versículo 133 da 7ª Surata, e respectiva nota. A história do Faraó (ou uma fase dela) é aqui narrada, com vistas a exibir declínio de uma alma adstrita ao orgulho do poder e às dignidades materiais.
  36. A segunda cominação; a primeira, provavelmente foi mencionada no versículo 5 desta Surata, acima, a segunda, no meio do versículo 7, também desta surata. Quando esta segunda cominação, devida à rejeição a Jesus, aconteceu, os judeus foram arrebanhados em uma aglomeração heterogênea, sendo que deste então nunca mais tiveram uma nacionalidade judaica. Alguns exegetas entendem a segunda cominação como se tratando do Dia do Julgamento, a Promessa da Vida Futura.
  37. Comparar com o versículo 180 da 7ª Surata. A palavra Rahman descreve um dos atributos de Deus – sua Graça e Misericórdia, que chegam ao pecador mesmo antes de ele se aperceber da necessidade delas –, qual seja a Graça preventiva, que salvaguarda do pecado os servos de Deus. Ver a nota do versículo 1 da 1ª Surata. Deus pode ser chamado, tanto simplesmente pelo Seu nome, que inclui todos os atributos, como por um dos nomes que implicam os atributos com os quais tentamos explicar a Sua natureza com a nossa limitada compreensão. O atributo Misericordioso, na palavra Rahman, era particularmente repugnante para os árabes idólatras (ver o versículo 60 da 25ª Surata e o 36, da 21ª Surata); eis porque uma importância especial é dada a ele, no Alcorão.
  38. Ver a 7ª Surata, versículo 180, e nota.
  39. Comparar com o versículo 205 da 7ª Surata. Todas as orações devem ser praticadas com sinceridade e humildade, sejam elas em congregação, ou constituam uma efusão da própria alma da pessoa. Tal atitude é incompatível com uma pronunciação muito alta das palavras, embora, nas orações em público, os padrões permissíveis de tonalidade sejam naturalmente mais volumosos do que no caso de orações privativas. Nas orações em público, certamente, o adan, ou chamamento para a oração, deve ser feito num tom de voz elevado, para que seja ouvido, tanto pelos que estão próximos, como pelos que se encontram mais afastados; todavia, as recitações do Alcorão Sagrado não devem ser feitas nem em um tom alto, para que não atraiam as atenções hostis daqueles que não crêem, nem em um tom baixo, a ponto de não poderem ser ouvidas por toda a congregação.
 

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