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O islam
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  1. Cada minuto os vês mais das suas sentenças, e, contudo, eles se mantêm tristemente negligentes, e até viram as costas para a Mensagem que os salvaria.
  2. Literalmente, "num estado no qual vós (realmente) vedes (que é feitiçaria)". Quando o Mensageiro de Deus provou estar acima deles em dignidade moral, em verdadeira introspecção, em sinceridade e eloqüência, eles o acusaram de feiticeiro, uma palavra que nada pode significar, ou talvez signifique algum truque misterioso e fraudulento.
  3. As arremetidas dos inimigos contra o inspirado Mensageiro de Deus estão amontoadas. "É magia!", diz um, o que significa, "Nós não a entendemos!" Diz outro: "Ora, mas nós sabemos! Ele é um mero sonhador de sonhos confusos!"
  4. Ver o versículo 43 da 16ª Surata, e respectiva nota. Isto responde ao sarcasmo dos incrédulos, que diziam: "Ele é apenas um homem como nós!" Isto era verdade, mas acontece que todos os Mensageiros, enviados por Deus, foram homens, não anjos ou qualquer outra espécie de entidades, que não podiam entender os homens, aos quais os homens não podiam entender.
  5. Quando eles tiveram toda a chance de se arrependerem e se reformarem, rejeitaram a Mensagem de Deus, e mesmo talvez encetassem um desafio em aberto. Quando começaram literalmente a sentir a Ira a chegar, começaram a fugir, mas já era muito tarde! Ademais, para onde poderiam ir, fugindo da Ira de Deus? Daí o irônico apelo a eles, no versículo seguinte: é melhor que renuncieis as vossa luxurias, e o que julgastes ser o vosso lar permanente! Comparar com o dizer de Cristo, em Mateus (3:7): "Raça de víboras, que vos ensinou a fugir da ira futura?"
  6. As diferentes espécies de falsos deuses, que as pessoas tiram das suas imaginações, são agora citadas. Nos versículos 21-23, é feita referência aos deuses da terra, quer se trate de ídolos ou deuses locais, ou de heróis deificados ou animais ou plantas ou forças da natureza que nos rodeiam, as quais os homens têm adorado de tempos em tempos. Estas, como deidades, não têm vida, a não ser aquela que os seus adoradores lhes dão.
  7. Após os falsos deuses da terra (versículo 21), são mencionados os falsos deuses dos céus e da terra, como aqueles do Panteão Grego, que discutiam e lutavam e difamavam uns aos outros, fazendo do Olimpo uma perfeita rinha!
  8. Isto se refere tanto à superstição trinitária, dizendo que Deus gerou um filho, como à superstição árabe de que os anjos eram as filhas de Deus. Todas essas superstições são derrogatórias da glória de Deus. Os profetas e os anjos nada mais são do que servos de Deus; eles são altamente elevados em honra, e, portanto, merecem o nosso mais alto respeito, mas não a nossa adoração.
  9. Eles nunca dizem nada, antes que recebam ordem de Deus, e suas orações são igualmente condicionadas. Este é, também, o ensinamento de Jesus, como está relatado no Evangelho de João (12:49-50) "Porque eu não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, me deu a ordem no tocante ao que eu deveria dizer, ao que eu deveria falar. E eu sei que a Sua ordem é para a vida toda; o que quer que eu fale, portanto, é o que o Pai disse que eu falasse". Se corretamente compreendido, "Pai" tem o mesmo significado de "Rabb", - Sustentador e Velador, e não Procriador, ou Progenitor.
  10. A evolução dos mundos ordenados, como os vemos, é dada a entender. À medida em que o olhar intelectual do homem sobre o mundo físico se expande, ele vê cada vez mais como a unidade é a nota dominante no maravilhoso Universo de Deus. Tomando tão-somente o sistema solar, nós sabemos que a intensidade máxima das manchas solares corresponde à intensidade máxima das manchas solares corresponde à intensidade máxima das tempestades magnéticas na Terra. A lei universal da gravidade parece unir as massas todas juntas. Os fatos físicos apontam para a formação dos planetas a partir de vastas quantidades de matéria nebular difusa, da qual o núcleo central condensado é o sol.
  11. Cerca de 72 por cento da superfície do nosso globo é coberto por água, e tem sido estimado que se as diferenças da superfície fossem niveladas, toda a superfície ficaria sob a água, uma vez que a principal elevação do nível da terra, seria de 2.000 a 3.000 m abaixo da superfície do oceano. Isso mostra o predomínio da água no nosso globo. Que toda a vida começou na água é também uma conclusão para a qual os nossos últimos conhecimentos da biologia apontam. À parte o fato de que o protoplasma, a base original da matéria viva, é um líquido ou semi-líquido, num estado de constante fluxo e instabilidade, há o fato de que os animais terrestres, como os vertebrados superiores, incluindo o homem, mostram, em sua história embriológica, órgãos como os dos peixes, indicando que o seu habitat original era na água. A constituição do protoplasma é de 80 a 85 por cento de água.
  12. "...para que esta não oscilasse com eles"; "eles", aqui, refere-se outra vez ao "ele" do final do versículo anterior, querendo dizer "os incrédulos". Poderia ser a humanidade em geral, mas é destacado, para dirigir-se àqueles que não se conscientizam da Misericórdia de Deus, e não a compreendem; é apropriado para levar às terras deles o fato de que é a providência bem ordenada de Deus, que normalmente os protege de cataclismos, como terremotos, mas que eles poderiam, por sua iniqüidade, ser destruídos num instante, como os povos de Ad e de Tamud foram destruídos antes deles. Como apontado na nota anterior, se a superfície da Terra fosse nivelada, ela estaria toda debaixo d’água; portanto, as firmes montanhas são as mais vantajosas fontes de segurança que evoluíram nas formas terrestres. Embora as montanhas pareçam barreiras intransponíveis, contudo a providência de Deus proporcionou largas gargantas entre elas, que servem de estradas para as comunicações humanas.
  13. Nós indicamos, ao contrário da maior parte dos tradutores, a metáfora da gravitação implícita nas palavras originais; quão belo é contemplarmos os corpos celestes gravitando, através do espaço, em suas órbitas elípticas!
  14. A vida sem a morte, neste planeta, não tem sido concedida a qualquer homem. As lendas sobre o Khidher constituem contos populares. Suas vida sem morte, nesta terra, não é mencionada em lugar algum do Alcorão. O escárnio dos incrédulos quanto o Profeta, portanto, era fútil. Poderia qualquer um deles viver sem morrer, num tempo ou noutro? Poderiam eles citar alguém com quem isso tivesse acontecido?
  15. A pressa está no sangue do homem. Se lhe é dada uma folga para o seu próprio bem, a fim de que tenha uma chance de se arrepender e voltar para Deus, ele diz, incrédula e impacientemente: "Que venha depressa o castigo, para que eu veja se o que dizes é verdade!" Qual, como é verdade! Quando o castigo realmente chegar, e ele o vir, não quererá que lho apressem. Pobre criatura apressada!
  16. Comparar com o versículo 41 da 13ª Surata, e respectiva nota. O significado especial é que o Islam se expandiu, social e geograficamente, das fronteiras exteriores, gradativamente, para o núcleo interior. A fímbria social era constituída de pessoas humildes, tais como escravos e gente pobre. A referência geográfica é Madina, e a demográfica é quanto às tribos em torno do centro de Makka. Os orgulhosos e descrentes coraixitas foram os últimos a chegar, quando o círculo se estava apertando, mais e mais, em torno deles. A significação geram aplica-se a todos os tempos. A Verdade de Deus abre seu caminho, primeiramente entre os pobres e os humildes, gente cuja mente não está conspurcada por preconceitos, ou falso orgulho, ou falso conhecimento, mas gradativamente encurrala os obstinados, até que, por fim, prevalece.
  17. O literalismo de George Sale excedeu-se aqui; ele traduz: "...e haverá suficiente prestação de contas junto a Nós!" O que isso quer dizer é que quando há prestação de contas junto a Deus, o Seu cômputo é perfeito; não há falha nele, como acontece com os contadores terrenos, que requerem o auxílio de outras pessoas em alguns assuntos de contabilidade que eles não entendem, por carecerem de conhecimento daquele departamento particular como qual estão tratando. O conhecimento de Deus é perfeito, e portanto Sua justiça é também perfeita porque ele não deixará de levar em conta as coisas mais intangíveis, as quais determinam a conduta e o caráter. Ver a nota anterior. Não há contradição alguma entre isto e o que dizem os versículos 104-105 da 18ª Surata, onde se lê que os homens de obras vãs, de feitos superficiais e hipócritas, não terão peso algum, relacionado com, seus feitos. Em verdade, os dois casos se correspondem.
  18. Eles lhe fizeram uma pergunta formal. Não houve mistério sobre isso. Ele havia já abertamente ameaçado fazer algo aos ídolos, e as pessoas que haviam ouvido as suas ameaças lá estavam. Ele, então, continua com a sua irônica zombaria, quanto aos idólatras: "Vós perguntais a mim! Por que noa perguntais aos ídolos? Não vos parece que o grandalhão, aqui, esmagou os menores, numa turra?" Se eles não perguntavam aos ídolos, confessavam que os seus ídolos não eram suficientemente inteligentes para responder! Este argumento é desenvolvido nos versículos 64-67. Note-se que, enquanto os falsos adoradores de ídolos se riam da sua franqueza, ele lhes pagava na mesma moeda, com uma brincadeira de mau gosto, o que, ao mesmo tempo, favorece a causa da Verdade.
  19. A natureza do fogo, por todas as leis físicas da matéria, é ser quente. A supremacia da mente sobre a matéria é uma frase muitíssimo usada; mas a supremacia espiritual sobre a material é tão comumente compreendida. Todavia, ela constitui o maior fator, na estimativa da Realidade. O material é efêmero e relativo. O espiritual é eterno e absoluto. Em meio ao fogo da perseguição e do ódio, Abraão permaneceu ileso. O fogo tornou-se frescor, e um meio de segurança para Abraão.
  20. Podemos, acaso, formar uma idéia vaga do lugar onde ele passou pela fornalha, e do estágio de sua carreira em que isso aconteceu? Ele nasceu em Ur, na Caldéia, um local dos baixos do Eufrates, não chegando a 160 km do Golfo Pérsico. Esse foi um dos berços da civilização. A astronomia era ali estudada nos tempos mais remotos, e a adoração ao sol, à lua, e às estrelas era a forma predominante de religião. Abraão se revoltou contra aquilo, bem cedo em sua vida, e o seu argumento é citado nos versículos 74-82 da 6ª Surata. Eles também tinham ídolos em seus templos, provavelmente ídolos que representavam corpos celestes e criaturas celestiais aladas. Ele era, ainda, um adolescente (versículo 60 desta surata), quando destruiu os ídolos. Após aquilo, ele ficou marcado como um rebelde, e foi perseguido. Talvez alguns anos se tivessem passados antes do incidente de ele ter sido atirado ao Fogo (versículos 68-69 desta Surata), ou o incidente pode ser alegórico. Tradicionalmente, o Fogo é relacionado com um certo rei, denominado Nemrod, sobre o qual, ver a nota do versículo 69 da 11ª Surata; se a capital de Nemrod era na Assíria, perto de Nínive (situada perto da moderna Mosul), podemos tanto supor que o governo do rei se estendeu por sobre a Mesopotâmia, como que Abraão derivou para o norte, através da Babilônia, até à Assíria. Vários estratagemas foram planejados para o matar (ver o versículo 70 desta surata), mas ele foi sempre salvo pela misericórdia de Deus.
  21. A terra de Aram, ou Síria, que em sua mais ampla conotação inclui Canã ou a Palestina, a Síria e o Líbano, é uma terra bem irrigada e fértil, com um litoral mediterrâneo, no qual as famosas cidades comerciais de Tiro e Sidon estão situadas. Sua população é muito mesclada, uma vez que tem sido a espinha dorsal da disputa entre todos os grandes reinos e impérios da Ásia Ocidental e do Egito; e o interesse europeu nela data dos tempos mais remotos.
  22. As ovelhas, por causa da negligência do pastor, entraram em um campo cultivado (ou num parreiral), à noite, e comeram as plantas novas, e seus brotos tenros, causando, talvez, danos do montante da colheita de um ano. Davi era o rei, e, do seu trono de julgamento, ele considerou o assunto tão sério, que premiou o dono daquele campo com as mesmas ovelhas, como compensação pelo dano. Seu filho, Salomão, um mero rapaz de onze anos, pensou numa decisão melhor, em que a penalidade condizia melhor com a ofensa. O prejuízo fora a perda dos frutos ou do produto do campo; o corpus da propriedade não fora perdido. A sugestão de Salomão foi de que dono do campo não deveria tomar as ovelhas todas, mas tão-somente retê-las o tempo suficiente para que recuperasse o dano real, usufruindo do leite, da lã e possivelmente das crias, e então devolvendo as ovelhas ao pastor. O mérito de Davi está em ele ter aceito a sugestão, embora ela tivesse partido de um rapazinho. O mérito de Salomão está em ele ter distinguido entre corpus e produção, e, embora muito jovem, não ter vergonha de expor o caso perante o seu pai.
  23. A fabricação das couraças é atribuída a Davi. Trata-se de uma arma defensiva, e, portanto, sua descoberta e suprimento está associada aos feitos dos virtuosos, de que tratam os versículos 10-11 da 34ª Surata, em contraste com as armas mortíferas, que os homens inventaram para propósitos ofensivos. Em verdade, toda a luta, que não seja em defesa dos virtuosos, é mera "violência".
  24. Isto foi interpretado como a significar que Salomão tinha poderes milagrosos sobre os ventos, e podia fazer com que eles obedecessem às suas ordens. Podemos dizer o mesmo dos aeronautas de hoje. Em todo o caso, o poder, por trás dele, provinha, e provém de Deus, o Qual concedeu ao homem inteligência, e as faculdades, com as quais ele pode domar as mais incontroláveis forças da natureza.
  25. Jó (Aiub) foi um homem próspero, com fé em Deus, que viveu algures, no quadrante nordeste da Arábia. Ele sofreu um sem-número de calamidades: seu gado foi destruído, seus servos, mortos pela espada, e sua família, esmagada sob o seu teto. Mas ele se apegou ferrenhamente à sua fé em Deus. Deus fez recair sobre ele a Sua misericórdia, e ele reassumiu a sua humildade e abandonou a justificativa. Foi-lhe restabelecida a prosperidade, duas vezes mais consistente do que antes; seus irmãos e seus amigos voltaram a dar-lhe atenção; ele passou a ter uma nova família, com sete filhos e três bonitas filhas. Ele chegou a uma velhice razoável, e viu quatro gerações de descendentes.
  26. "Dulkifl", poderia, literalmente, significar "possuidor, ou concessor de uma dupla recompensa ou quinhão"; ou também "aquele que usava uma vestimenta duplamente espessa", sendo este um dos significados de Kifl. Os exegetas diferem em opinião quanto a quem é feita a referência, porquanto o título é aplicado a ele, e ao fato de ele estar agrupado com Ismael e Idris, pela constância e paciência. Se aceitarmos "Dulkifl", não como um epíteto, mas como uma forma arabizada de "Ezequiel", isso se coadunará no contexto. Ezequiel foi um profeta em Israel, que foi levado para a Babilônia por Nabucodonosor, após o seu segundo ataque a Jerusalém (por volta do ano 599 a.C.). O seu Livro está incluído no Antigo Testamento. Dulkifl é novamente mencionado no versículo 48 da 38ª Surata, juntamente com Ismael e Eliseu.
  27. Dun-nun (o homem do Peixe, ou da Baleia) é o título dado a Jonas (Yunus), porque ele foi engolido por um enorme peixe ou baleia. Ele foi o profeta enviado para admoestar a capital assíria, Nínive. Quando a sua primeira admoestação foi desconsiderada pelas pessoas, ele anunciou a Ira de Deus sobre elas. Porém, elas se arrependeram, e Deus as perdoou por algum tempo. Jonas, no entanto, partiu zangado, desencorajado com o aparente fracasso da sua missão. Ele foi embora para o mar, e tomou um navio; mas aparentemente os marinheiros o atiraram à água, como homem de mau augúrio, em meio a uma tempestade. Ele foi engolido por um enorme peixe (ou uma baleia); porém, nas profundezas da escuridão, ele implorou a Deus, e confessou a sua fraqueza. Deus, o Graciosíssimo, o perdoou. Ele foi arremessado à praia; foi-lhe dado, como abrigo, em seu estado de lassidão física e mental, uma planta. Ele ficou renovado e revigorado, e o trabalho da sua missão prosperou. Assim, ele sobrepujou todos os seus desapontamentos pelo arrependimento e pela Fé, e Deus o aceitou.
  28. Aqui não se trata de uma questão de povo ou nação, de um "povo escolhido", ou da "semente de Abraão", ou da "semente de Davi"; dos judeus ou gentios, os árabes ou persas, dos turcos ou dos europeus ou asiáticos, dos brancos ou dos pretos, dos arianos, dos semitas, dos mongóis, ou dos africanos, ou dos americanos, dos australianos, ou dos polinésios. Para todos os homens e para todas as criaturas, além dos homens, que possuam alguma responsabilidade, os princípios se aplicam universalmente.
 

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