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  1. Humildade na oração, no que diz respeito à estimativa da sua própria valia na presença de Deus; à estimativa dos seus próprios poderes e vigor, a menos que sejam ajudados por Deus; e às petições que fazem a Deus.
  2. Os muçulmanos devem-se resguardar quanto a toda espécie de abuso ou perversão sexual. A nova psicologia, associada ao nome de Freud, traça muitos dos nossos motivos ocultos quanto ao sexo, e é do conhecimento comum que o nosso refinamento ou a nossa degradação sexual pode ser medido pelas atividades ocultas dos nossos instintos sexuais. Mas mesmo o natural e lícito exercício do sexo é restringido aos limites do casamento, sob o qual os direitos de ambas as partes são devidamente regulamentados e mantidos.
  3. Isto está bem mais explicado e aplicado no versículo 25 da 4ª Surata. Será ali visto que o status de uma cativa, quando elevado à liberdade por meio do casamento, é o mesmo de uma livre, com respeito a seus direitos, porém mais leniente quanto ao castigo a lhe ser infligido se ela deixar de observar as virtudes.
  4. As responsabilidades devem ser expressas ou implícitas; as expressas são aquelas em que a propriedade é confiada ou os deveres são assinalados por alguém a outro alguém em que ele confia, para ser desenvolvida, tanto imediatamente como em contingências específicas, como no caso de morte. As implícitas provêm do poder, ou da posição, ou da oportunidade; por exemplo, um rei governa o seu reinado em nome de Deus quanto aos seus súditos. O assunto dos pactos, expressos ou implícitos, foi discutido na nota do versículo 1 da 5ª Surata. Os pactos criam obrigações e responsabilidades, expressas ou implícitas, e reunidos, abrangem todo o campo das obrigações.
  5. No versículo 2, fomos orientados para o espírito da humildade e do ardor, em nossas orações. Aqui é-nos dito o quão necessário é o hábito das orações regulares, para o nosso bem-estar e desenvolvimento espirituais, uma vez que isso coloca mais perto de Deus, sumariando, assim, o cintilar das variedades das sete jóias da nossa Fé, a saber: a humildade, o banimento da vaidade, a caridade, a pureza sexual, a fidelidade às responsabilidades e aos pactos; e o sincero desejo de estarmos mais perto de Deus.
  6. Nesta magnífica passagem, a obra criativa de Deus, concernente ao homem, é recapitulada, a fim de mostrar a verdadeira posição do homem nesta vida. Aqui não entramos em concernência com o primeiríssimo estágio, a criação, do nada, da matéria primeva. Esse foi também um processo de criação, quando a matéria inorgânica se transformou em matéria viva. Deste modo, os constituintes inorgânicos da terra são absorvidos pela matéria viva, por meio dos alimentos, e a matéria vida, se reproduz por meio do esperma. Este é depositado no óvulo e o fertiliza, permanecendo por um certo tempo em segurança, no útero da mulher. A primeira mudança do óvulo fertilizado é a conversão em espécie de invólucro de grosso sangue coagulado. As células zigóticas crescem por segmentação; então a massa disforme gradativamente vai assumindo uma forma, em seu crescimento, de feto. Do montante desenvolvem-se ossos, carne, órgãos e um sistema nervoso. De qualquer modo, o desenvolvimento do feto do homem é igual ao desenvolvimento do feto de um animal; porém, depois acontece um processo diferente, que transforma a criança animal numa criança humana. Isto é o alento nela do espírito de Deus (versículo 29 da 15ª Surata); tal processo não necessita acontecer precisamente num dado ponto de tempo. Pode tratar-se de um processo contínuo, paralelo ao crescimento físico. A criança nasce, cresce, depois, como adulta entra em declínio e morre; porém, após a morte, um outro capítulo se abre para o indivíduo, e é para nos lembrarmos do mais momentoso dos capítulos, que os estágios anteriores são recapitulados.
  7. O crescimento, no estágio fetal, é silente e invisível. O feto é protegido no útero da mãe como um rei num castelo; está firmemente fixo, e obtém a proteção do corpo da mãe, do qual depende para o seu próprio crescimento, até ao nascimento.
  8. Partindo de um mero animal, consideramos agora o homem como tal. O fato de que do pó seco (turab –versículo 5 da 22ª Surata), ou da matéria inorgânica seja feito o protoplasma (argila úmida ou matéria orgânica), por si só, não constitui um sinal de maravilha; dele cresce uma nova vida animal; e dele deve crescer a vida humana, com todas as suas capacidades e responsabilidades. O homem leva consigo os Sinais da sabedoria e do poder de Deus, e ele pode vê-los todos os dias, no universo ao redor dele.
  9. A nossa morte física, nesta vida mortal, parece constituir uma interrupção. Porém, se fosse o fim de tudo, as nossas vidas tornar-se-iam sem significado. Nossos próprios instintos nos dizem que isso não pode ser assim, e Deus nos assegura que haverá uma ressurreição, para o julgamento.
  10. Normalmente a chuva cai bem distribuída; ela molha o solo; a umidade retida por um longo tempo, nos terrenos altos; ela molha e penetra as muitas camadas do solo, e forma a arquitetura, e a geografia física; o poder de retenção dos solos altos faz com que os rios corram perenemente, mesmo onde a precipitação é estacional, e restrita a uns poucos meses por ano. Uma outra forma pela qual a água desce do céu, nas devidas medidas, é por meio da neve e do granizo; estes têm, também, o seu lugar na temperança do ar e do solo. Se não fosse pela neve e pelas geleiras, que ficam nas regiões montanhosas, alguns rios deixariam de correr caudalosamente. Tão maravilhosa como a precipitação da água e a presença da umidade é a sua drenagem. A água volta para o mar e para o ar, das mais variadas maneiras, sendo que a formação de nevoeiros e de nuvens fazem repetir o ciclo. Se não fosse pela drenagem e liberação das águas, teríamos enchentes e inundações, como acontece quando o processo normal da natureza é temporariamente obstruído.
  11. Na Arábia, as melhores olivas crescem perto do Monte Sinai. O figo, a oliva, o Monte Sinai e a sagrada cidade de Makka são mencionados juntos e em associação, nos versículos 1-3 da 95ª Surata. O azeite de oliva é um ingrediente usado em ungüentos medicinais e em unção empregadas em cerimônias religiosas, tal como a unção de reis. Desse modo, ele tem um significado simbólico. Se usada como alimento, a azeitona tem um sabor delicioso.
  12. Íbrat: o significado radical do verbo é interpretar, ou expor, ou instruir, como no versículo 43 da 12ª Surata; o substantivo significa: uma interpretação, ou exemplo, ou sinal que instrui, como aqui e no versículo 66 da 16ª Surata, ou que admoesta, como no versículo 13 da 3ª Surata.
  13. Ver o versículo 40 da 11ª Surata, e respectiva nota, onde a palavra tanur (forno) é explicada.
  14. Se isto se refere a qualquer profeta em particular, deve ser a Hud, cuja missão era para com o povo de Ad, ou a Sáleh, cuja missão era para com o povo de Tamud. Esta é a seqüência após Noé, nos versículos 50-68 da 11ª Surata. Porém, achamos que, como o nome não é mencionado, devemos, geralmente, entender os tipos de profetas pós-diluvianos, até chegar a Moisés e a Jesus. O objetivo, aqui, não é recontar as histórias, mas mostrar que a resistência dos iníquos não fez diferença alguma para o triunfar da Verdade de Deus.
  15. O tipo sibarita, de mente estreita, não desfruta das coisas boas desta vida, nega a vida futura, e se rebela contra qualquer um que queira alargar o seu horizonte, é aqui descrito, em poucas mas magistrais pinceladas. Agasta-se à menção das coisas sérias que estão além da sua argúcia. Para que, diz ele, falar sobre o futuro? Vivamos o presente. O ganho está todo no presente; e a perda está toda no futuro.
  16. Ghuçaa’, literalmente restolho de folhas mortas, ou a espuma que corre numa torrente.
  17. O nascimento de Jesus de uma virgem constituiu um milagre, tanto para ele como para sua mãe. Ela foi falsamente acusada de falta de castidade, mas o menino Jesus, a vindicou por meio dos seus próprios milagres (versículo 27 a 33 da 19ª Surata), e mostrou, com a sua vida, a torpeza da calúnia contra a sua mãe.
  18. As pessoas que começaram a negociar com os nomes dos profetas cortaram essa unidade e formaram seitas; e cada seita se contenta com a sua própria doutrina exígua, em vez de se apegar ao ensinamento universal da Unicidade de Deus. Porém, essa confusão sectarista é invenção do homem. Ela durará por um certo tempo, mas os raios da Verdade e da Unicidade finalmente dissiparão.
  19. Samir, em árabe, aquele que fica acordado à noite; aquele que passa a noite proseando, ou recitando histórias de romances, entretenimento favorito dos dias de idolatria.
  20. A referência é a uma severíssima penúria que houve em Makka, e que os incrédulos atribuíram à presença do Profeta entre eles, e à sua pregação contra os seus deuses. Sendo esta uma surata revelada em Makka, a referida penúria deve ser aquela descrita por Ibn Alkatir como tendo acontecido no 8º ano da Missão, digamos uns quatro anos antes da Hégira; houve também uma penúria após a Hégira, que é citada por Albukhari, mas este é um evento posterior.
  21. Alguns exegetas acham tratar-se, aqui, da batalha de Badr; se assim for este versículo particular seria do período madinense. Contudo, é melhor que o entendamos como se referindo à mesma "adversidade" do versículo anterior, ou aos castigos em geral, os quais os pecadores obstinados se recusam a tomar como admoestações, para que se emendem, em arrependimento, a Deus.
  22. No primeiro exemplo, isto se aplicava ao Mensageiro. A sua subseqüente Hégira de Makka e a queda final da oligarquia maquense provaram amplamente a realização da profecia. Todavia, o significado geral, isso se aplica a todos. É-nos ensinado que o mal será açoitado com um terrível castigo, não apenas na vida futura, mas nesta mesmíssima vida, quando a taça de iniqüidade estiver cheia, e chegar o tempo da punição, no Plano de Deus. Se isso acontecer enquanto nós ainda estivermos na cena desta vida, é-nos dito que oremos, para que não nos encontremos na companhia daqueles que atraem tal punição para si mesmos. Em outras palavras, devemos evitar a associação com os malignos.
  23. Barzakh, em árabe, uma barreira, um obstáculo ou uma partição; o local ou estado em que as pessoas ficarão, após a morte e antes do julgamento (comparar com o versículo 53 da 25ª Surata e com o versículo 20 da 55ª Surata). Atrás deles está a barreira da morte, e na frente, o Barazkh, a divisão, um estado quiescente, até que chegue o julgamento.
  24. A pergunta e a resposta sobre o tempo implicam em duas coisas: (1) a atenção dos ímpios é chamada para o tempo extremamente curto da vida neste mundo, comparado com a eternidade que ora eles encaram; é-lhes feito ver isto, para que se conscientizarem de quão errado estavam, em sua valorização comparativa das coisas espirituais e das materiais; (2) o tempo, como ora o conhecemos, terá passado e parecerá quase nada. É apenas uma questão relativa, para esta vida de provação temporária (comparar com a experiência dos Companheiros da Caverna, no versículo 10 da 28ª Surata).
  25. A Criação de Deus não é destituída de um elevado e sério propósito. Ela não é em vão, ou para mero entretenimento ou mera brincadeira. No que concerne ao homem, as mais altruísticas prescrições estão no seu comportamento desta vida. "A vida é real, a vida é séria, e o túmulo não é a sua meta", como com verdade diz Longfellow. Nós devemos, portanto, buscar seriamente a Verdade de Deus, encorajados pelo fato de que a Verdade de Deus está, também, devido à sua ilimitada misericórdia, procurando-nos, e tentando alcançar-nos.
 

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