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  1. Ver a nota do versículo 1 da 26ª Surata.
  2. Comparar com os versículos 9-24 da 20ª Surata. Tanto lá como aqui há uma referência ao nascimentos da Revelação no coração de Moisés. Os pontos ali postos em destaque serão encontrados nas notas daquela passagem. Aqui, o destaque é quanto à maravilhosa natureza do Fogo, e à maravilhosa maneira pela qual Moisés foi transformado, pelo toque da Luz espiritual. Ele estava viajando pelo deserto, no Sinai, com a sua família. Buscando a luz comum, ele se deparou com uma Luz que o levou aos mais intrincados mistérios de Deus. Sem dúvida alguma, sua história pessoal havia-o preparado para o seu destino. É a história pessoal que importa, e não o local em que o homem está ou a posição que ocupa, aos olhos dos seus companheiros comuns.
  3. Comparar com o versículo 22 da 20ª Surata. Aí a expressão é: "Junta a mão ao teu flanco". Tanto quanto o ato físico é envolvido, as expressões, lá e aqui, significam a mesma coisa. Moisés tinham um manto folgado. Se ele pusesse a mão entre as suas dobras, ela iria ao seu peito, ao lado oposto do qual havia saído; por exemplo, se se tratasse da mão direita, ela iria ter do lado esquerdo do seu peito. A mão sai branca e radiante, imaculada. Costumeiramente, se a pele se torna branca, isso é sinal de enfermidade ou de lepra. Aqui acontece o oposto. Aquilo era sinal de fulgor e da glória da mais consistente Luz.
  4. Para "os nove sinais", ver a nota do versículo 133 da 7ª Surata.
  5. A "sabedoria", quer dizer aquele conhecimento que leva às coisas altruísticas da vida, a sabedoria que foi mostrada em suas decisões e julgamentos, e a compreensão que os capacitou a cumprirem a sua missão na vida. Ambos eram justos e mensageiros de Deus. Quanto a Salomão, também, conquanto seja descrito como um glorioso rei, há histórias da sua propensão para o pecado e para a idolatria. Os ensinamentos muçulmanos consideram ambos como homens religiosos e de sabedoria, e altamente dotados de conhecimento espiritual.
  6. A linguagem dos pássaros. A palavra, na linguagem humana, é diferente dos meios de comunicação que os pássaros e os animais têm entre si. No entanto, ninguém pode duvidar de que eles tenham os seus meios de comunicação, se se observar o ordenado vôo das aves, o comportamento das formigas, das abelhas, e de outras criaturas que vivem em comunidades. A sabedoria de Salomão e de outros como ele (ele fala na 1ª pessoa do plural) consistia em compreender estas coisas – do mundo animal e dos limites inferiores da inteligência humana.
  7. Este versículo e o seguinte, lidos juntos, sugerem o significado simbólico como predominante. A formiga, na aparência exterior, é uma criatura humílima. Na grande pompa e nas circunstâncias deste mundo, ela pode ser negligenciada, ou mesmo pisoteada, por pessoas que não lhe desejam mal. Contudo, devido à sua sabedoria, ela continua a desenvolver a sua própria vida, dentro da sua própria esfera ("habitações"), sem ser molestada, e constitui-se numa valiosa contribuição para a economia mundial. Assim, há lugar para as pessoas mais humildes no mundo espiritual.
  8. Em contrapartida à posição da humilde formiga, está a posição de um grande rei como Salomão. Ele ora para que o seu poder e a sua sabedoria e todos os outros dotes sejam usados em prol da virtude, e para o benefício de todos ao seu redor. Ocupando a formiga os seus pensamentos, podemos supor que ele não deseja, principalmente em sua oração, pisotear desavisadamente seres humildes, nas suas preocupações com as grandes coisas do mundo.
  9. Sabá pode, razoavelmente, ser identificada com a Sabá bíblica (Reis I, 10:1-10). Esse nome é mais bem desenvolvido na surata que leva o seu nome (34ª Surata, versículos 15-20). Tratava-se de uma cidade, no Iêmen que se dizia ficava a três dias de viagem (digamos 80 km) da cidade de Saná. Um explorador alemão, o Dr. Hans Helfritz, diz tê-la localizado onde agora é o Hadramaut. A famosa represa de Maarib tornou o país muito próspero, e fez com que atingisse um alto grau de civilização ("provida de tudo", no versículo seguinte). A rainha de Sabá, portanto, com propriedade tinha a cabeça levantava, até que contemplou as glórias de Salomão.
  10. A Rainha de Sabá (de nome Bilquis, na tradição árabe) veio, aparentemente, do Iêmen, mas tinha afinidades com os abissínios, e, provavelmente também os governava. A tribo Habacha (de onde a Abissínia tirou o nome) viera do Iêmen. Entre a costa meridional do Iêmen e a costa nordeste da Abissínia, há somente o Estreito de Bab-al-Mandab, não chegando a 32 km de comprimento. No século X ou XI a.C. houve freqüentes invasões da Abissínia, provenientes da Arábia, sendo que o reinado de 40 anos de Salomão é costumeiramente sincronizado com os anos 992-952 a.C. Os alfabetos sabino e himiarita, nos quais encontramos inscrições pré-islâmicas árabes, passaram para o etíope, a língua da Abissínia. Os abissínios possuem uma tradicional história, intitulada "O Livro da Glória dos Reis" (Kebra Nagast). Ele versa sobre a Rainha de Sabá e seu único filho, Menielek I, como fundadores da dinastia abissínia.
  11. A antiga religião do povo de Sabá (himiarita ou sabina) consistia na adoração dos corpos celestes – sol, planetas e atros. Provavelmente, o culto tinha conexão com o da Caldéia, a terra natal de Abraão. O Iêmen tinha acesso à Mesopotâmia e ao Golfo Pérsico por via marítima, bem como à Abissínia. Isso serve também para os cristãos de Najran e para a dinastia judaica de reis (por exemplo, Du-Nawas)ano 524 d.C.), que perseguiu os cristãos, um século antes do Islam – serve ainda para o Governador cristão abissínio Abraha, e seu desbaratamento, no ano do nascimento do Profeta (105ª Surata), ou seja no ano 570 d.C. As influências judaica e cristã eram poderosas na Arábia, no século VI da era cristã. A religião desses sabeanos (em árabe, escrita com a letra Sin) não deve ser confundida com a dos sabeus (com a letra Sad), para os quais, ver a nota do versículo 62 da 2ª Surata.
  12. O falso culto dos sabeus é, aqui, exposto de três maneiras: (1) eles se envaideciam com as suas aquisições humanas, em vez de procurar por Deus; (1) a luz dos corpos celestes, que eles adoravam, era dependente da verdadeira Luz de Deus, que se estende pelo céu e pela terra, o Criador deve ser adorado, e não a Sua Criação; e (3) Deus conhece os segredos ocultos das mentes dos homens, bem como os objetos que abertamente dizem professar; não seria o caso de os falsos adoradores adorarem a si próprios, ou "aos pecados em que pensam", e estarem temerosos de recorrer a Deus, Que de tudo sabe?
  13. O mensageiro (a Poupa); trata-se de uma ave dócil, como deve ser um mensageiro de Salomão. Após mencionar o falso culto dos sabeus, ele pronuncia o Credo da Unidade, e dá ênfase aos atributos de Deus como o Senhor do Trono da Suprema Glória, a fim de tornar claro que, seja qual for a magnificência de um trono humano, como o que ele havia descrito, de maneira alguma é desviado de sua lealdade para com Salomão, expoente máximo da verdadeira Religião da Unidade.
  14. As características da Rainha Bilquis, reveladas aqui, são as de uma governante que desfrutava de grande riqueza e dignidade, e da plena confiança de seus súditos. Ela nada faz sem consultar do seu Conselho, e este está sempre pronto a fazer valer as ordens dela em todas as coisas. Sua gente é viril, leal e contente, e pronta a sair a campo contra qualquer inimigo do seu país. Porém, sua rainha é prudente em matéria de política, e não está disposta a envolver seu país numa guerra. Ela tem discernimento suficiente para ver que Salomão não é como esses reis comuns que conquistam pela violência. Talvez, em seu coração, ela possua já um raio da luz divina, embora o seu povo seja ainda pagão. Ela deseja que o seu povo participe em tudo quanto faz, porque ela é leal a ele, como ele é leal a ela. Uma troca de presentes, provavelmente estabeleceria melhores relações entre os dois reinos. Talvez ela também antecipasse algum entendimento espiritual, uma esperança que foi mais tarde realizada. Em Bilquis nós temos o retrato da mulher gentil, prudente, e capaz de pôr um freio nas paixões selvagens dos seus súditos.
  15. O significado simbólico leva-nos a um estágio mais vantajoso. Mas primeiro tomemos a história literal. Bilquis, tendo sido recebida, em sua chegada, com honraria, e tendo aceito a transformação do seu trono, presumivelmente colocado num edifício fora do palácio, é solicitada a entrar no próprio palácio. O piso do grande palácio era feito de quadrados de vidro liso e polido, que brilhavam como água. Ela pensou tratar-se realmente de água, e levantou a saia para atravessá-la, mostrando os seus pés descalços, até à altura dos tornozelos. Esse ato era pouco dignificante para a mulher, especialmente uma que era rainha. Salomão imediatamente a esclareceu quanto ao erro que cometera, e lhe contou do que se tratava, ao que ela ficou grata, e se juntou a Salomão na louvação de Deus.
  16. A história de Lot é contada em outro lugar. As passagens, cuja referência pode ser feita aqui, são: versículos 160-175 da 26ª Surata e 80-84 da 7ª Surata. Porém, o ponto em destaque, aqui, é que o crime das cidades da planície foi contra a sua própria natureza, sendo que eles lhe viram a enormidade, e, contudo, saciaram-se nele. Pode, acaso, a degradação tomar corpo? A esposa dele aparentemente, não era crente. Sua anterior simpatia para com o povo pecador "destinou-a"(ver o versículo 57 adiante) a um fim miserável, uma vez que ficou para trás e compartilhou da destruição dos seus familiares.
  17. Fazer uma simples semente germinar e crescer, até se tornar uma árvore, está além do poder do homem. Tratando-se de um magnífico e bem ordenado jardim, de beleza e deleite, ninguém pensaria que ele cresceu por si mesmo, sem a consumada perícia de jardineiro. E um pomar representa mais do que as árvores que nele se encontram; há desígnio e beleza em seu arranjo; espaços adequados são deixados entre elas, para a penetração do ar e da luz do sol entre os seus galhos. Como pode qualquer um deles pensar no maravilhoso Universo, sem pensar na elevada Unidade de Desígnios, a evidência do Único e Verdadeiro Deus?
  18. Comparar com o versículo 15 da 16ª Surata, e respectiva nota. A terra firme, a água corrente, e o ciclo da circulação da água – mar, vapor, nuvens, chuva, rio e novamente mar –, apresentam um único e contudo distinto obstáculo, como uma espécie de barreira entre a água salgada e a água potável; pode o homem ver tudo isto e ainda ignorar Deus?
  19. Comparar com o versículo 53 da 25ª Surata, e respectiva nota.
  20. Comparar com o versículo 165 da 6ª Surata, e respectiva nota.
  21. Comparar com o versículo 34 da 10ª Surata, e respectiva nota.
  22. Os judeus tinham inúmeras seitas. Algumas estavam completamente fora do âmbito deles, como por exemplo, a dos samaritanos, que tinham um Taurat separado: eles odiavam os outros judeus, e eram por eles odiados. Mas, mesmo dentro do porco ortodoxo havia várias seitas, dentre as quais as seguintes podem ser mencionadas: (1) os fariseus, que eram literalistas, formalistas e fatalistas, e tinham uma vasta gama de literatura tradicional, com a qual revestiam a Lei de Moisés; (2) os saduceus, que eram racionalistas, e pareciam pôr em dúvida a doutrina da Ressurreição e da Vida Futura; (3) os essênios, que praticavam uma espécie de comunismo e asceticismo, e proibiam o casamento. Quanto a muitas de suas doutrinas, eles tinham disputas acirradas, as quais foram harmonizadas pelo Alcorão, que suplementou e aperfeiçoou a Lei de Moisés. Ele também explicou claramente a natureza de Deus e a Revelação, bem como a doutrina da Vida Futura.
  23. O Animal constituir-se-á num dos Sinais dos Últimos Dias, que virá antes de o presente Mundo se acabar e de o novo Mundo surgir. Na linguagem simbólica, isso representaria um grosseiro materialismo. Esse Animal seria a incorporação do triunfo terreno, que se identificaria com o mundo desvirtuado e degenerado, porque esse mundo não teve uma fé segura nos Sinais de Deus ou na Luz espiritual. Será, por si só, um Sinal ou Portento, que fechará a porta ao arrependimento. Nós não sabemos se esse Animal é qualquer referência ao simbolismo do capítulo 12 do Apocalipse, que finaliza o Novo Testamento. Se a palavra taklimuhum for lida em vez de tukallimuhum, isso significa que o Animal os ferirá; simbolicamente, isso significa que o materialismo produza a sua própria Nêmesis.
  24. O Senhor desta Metrópole; isto foi dito em Makka, digamos, por volta de 5ºano da Hégira, quando o Profeta e os seus adeptos estavam sendo perseguidos como inimigos do culto ali efetuados. Bem longe de se colocarem contra o verdadeiro espírito da sagrada cidade de Makka, estavam realmente a colocar-se em apoio a esse espírito, o qual havia sido revestido das idolatrias e abominações dos coraixitas pagãos. É-lhes dito que o novo Ensinamento provém do Próprio Senhor de Makka, o Único e Verdadeiro Deus, o Qual havia santificado a cidade, no tempo de Abraão. Para que eles não pensassem que se tratava de um culto local ou tribal ou de âmbito restrito, é adicionado que Ele não apenas é Senhor dessa Cidade, mas o Senhor do Universo, "a Ele tudo pertence". Trata-se de uma Mensagem universal; mas quão triste seria se os maquenses, a quem ela chegou primeiro, a rejeitassem!
  25. O dever do Mensageiro e dos seus adeptos era, principalmente, o de aceitarem o Islam, e se tornarem brilhantes exemplos da graça e da misericórdia de Deus, como de fato eram, e, segundo lugar, pregarem a Mensagem, e espalharem a Luz, por todos à sua volta. A Mensagem não deveria ser impingida sobre as pessoas de má vontade; porque qualquer um que a rejeitasse, causaria a sua própria perda espiritual. Contudo, ele deveria claramente preveni-las das conseqüências.
  26. Poucos anos depois disso, muitas coisas maravilhosas aconteceram, as quais dirimiram as dúvidas dos que duvidaram, e confirmaram a fé dos crentes. Elas mostraram que a lógica dos eventos provou a verdadeira missão do Mensageiro. Outras coisas aconteceram, mas algumas mentes não estão aptas a aprender. Porém a lógica dos eventos aí está, para quem quiser ver.
 

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