Página Inicial
O islam
O Alcorão Sagrado
A Vido do Profeta
A Sunnah
Eventos

  1. Ver a nota do versículo 1 da 2ª Surata.
  2. O Império Romano perdeu a maior parte do território asiático, e foi encurralado por todos os lados, na sua capital, Constantinopla. "Em terra muito próxima" deve referir-se à Síria e à Palestina. Jerusalém foi perdida nos anos 614-15, um pouco antes de esta surata ser revelada.
  3. Os coraixitas pagãos de Makka regozijaram-se com a queda de Roma, causada pela Pérsia. Eles eram pró-Pérsia, e esperavam que o nascente movimento do Islam – que naquele tempo, de um ponto de vista terreno, era fraquíssimo e indefeso –, entrasse em colapso com a perseguição deles. Porém, eles não souberam ler os verdadeiros Sinais dos tempos. É-lhes dito que logo iriam desiludir-se em todos os seus cálculos, e isso realmente aconteceu na batalha de Isso, no ano 622 (o ano da Hégira), e em 624, quando Heráclitos desenvolveu a sua campanha no coração da Pérsia, e os coraixitas de Makka foram batidos na batalha de Badr.
  4. A batalha de Badr (ano 2H. = 624 d.C.) foi uma verdadeira época de regozijo para os fiéis, e uma época de desilusão para os arrogantes coraixitas, os quais pensavam que poderiam esmagar todo o movimento islâmico em Madina, como haviam tentado fazer em Makka, mas foram visivelmente repelidos.
  5. Que nenhuma geração pense que é melhor do que as que a precederam. Talvez nós sejamos "herdeiros de todas as eras, os arquivos primordiais do tempo". Isso não é motivo para arrogância, mas, pelo contrário, é adicionado à nossa responsabilidade. Quando pensamos em quantas cidades e quantos reinos florescentes existiram antes, em como eles floresceram, em número e prosperidade, em lei de Deus, nós temos um senso de humildade, e vemos que foi a rebeldia e a vontade própria que os derrubaram. Deus foi mais do que justo. Foi também misericordioso. Eles é que causaram a sua própria ruína.
  6. As horas especiais para a recordação de Deus são então descritas, incluindo todas as nossas atividades na vida – quando nos levantamos pela manhã, quando vamos dormir à noite; quando estamos em pleno trabalho, com o sol a pino, e no declínio do sol, à tardezinha. Note-se que estes são estágios notáveis da passagem do sol pelo nosso dia terrestre, bem como estágios importantes da nossa vida de trabalho diário. Nisto estão baseados os horários das cinco orações canônicas, mais tarde prescritas em Madina: (1) oração da madrugada, antes do nascer do sol (Fajr); (2) quando o dia começa a declinar, logo depois do meio-dia (Duhr); (3) à tarde, digamos, a meio caminho entre o meio-dia e o pôr-do-sol (Asr); (4) a oração da tardezinha, logo depois do pôr-do-sol (Magrib); e (5) a oração da noite, quando toda claridade do dia já sumiu, sendo a hora indicada para o repouso e o sono (Ichá); (comparar com os versículos 114 da 11ª Surata, e respectiva nota, versículos 78-79 da 17ª Surata, e respectiva nota, versículos 130 da 20ª Surata, e respectiva nota).
  7. Comparar com o versículo 31 da 10ª Surata. De matérias inertes, a ação criadora de Deus produz vida e matérias viventes, sabendo-se que nem a ciência ainda foi capaz de explicar o mistério da vida. A vida e a matéria vivente; outra vez, parecem atingir a maturidade e novamente morrer, como constatamos todos os dia. Nenhuma coisa material parece ter vida eterna. Porém, constantemente nós vemos o processo criador de Deus em ação, e o ciclo da vida e da morte parece ter continuidade.
  8. Comparar com o versículo 164 da 2ª Surata. A própria terra, aparentemente tão inerte, produz a vida vegetal com uma simples precipitação de chuva, e de várias maneiras sustenta a vida animal. Normalmente, ela parece morrer no inverno, nos climas frios, e com a seca, em outros lugares; mas vem a primavera, e ela revive com toda a sua glória. Metaforicamente falando, muitos movimentos, sempre sob a maravilhosa dispensação de Deus. Assim também a nossa personalidade será ressuscitada quando aparentemente tivermos morrido nesta terra, a fim de colhermos os frutos da nossa vida de provações.
  9. Comparar com o versículo 37 da 18ª Surata, e respectiva nota. A despeito da origem inferior do corpo do homem, Deus lhe deu uma mente e uma alma, com as quais ele pode quase alcançar o mais longínquo limite do Tempo e do Espaço. Não é isto suficiente para evidenciar um milagre ou Sinal? Partindo de um ponto de vista físico, vejamos como o homem, uma criatura feita do pó, se dissemina pelos mais longínquos quadrantes da terra!
  10. Isto se refere ao maravilhoso mistério do sexo. As crianças nascem da união dos sexos. E é sempre o sexo feminino que dá à luz os rebentos, quer sejam meninas ou meninos. E também o pai é tão necessário quanto a mãe, para o nascimento das filhas ou dos filhos.
  11. As variações de linguagem e de cores podem ser visualizadas partindo do aspecto geográfico, ou aspecto dos períodos de tempo. Toda a humanidade foi criada de um único par de pais; contudo, ela se espalhou por diferentes países e climas, e desenvolveu diferentes línguas e diferentes matizes da tez. Mesmo assim, a sua unidade básica permaneceu inalterada. Os humanos sentem todos da mesma maneira, e são todos iguais, sob os cuidados de Deus. Há, contudo, as variações de tempo. Velhas línguas morrem, e outras evoluem. Novas condições de vida e de pensamento estão constantemente proporcionando o aparecimento de novas palavras e expressões, novas estruturas sintáticas, e novos modos de pronúncia. Mesmo os velhos povos morrem, e novos povos nascem.
  12. Do versículo 20 ao versículo 25, é mencionada uma série de Sinais e Milagres que deveriam despertar as nossas almas, e nos levar à verdadeira Realidade, se quiséssemos compreender Deus: (1) há a nossa origem e o nosso destino, os quais devem necessariamente ser o nosso ponto de partida subjetivo; "eu penso, logo existo"; nenhum esforço particular da nossa parte, é aqui requerido (versículo 20); (2) o começo da vida social vem por meio do sexo e do amor; para compreendermos isto em sues princípios, devemos "refletir" (versículo 21); (3) o próximo ponto é entendermos as nossas diferenças de fala, cor etc., provenientes das diferenças de clima e de condições exteriores; todavia, há a unidade em meio a essa diversificação, da qual nos conscientizamos por meio do conhecimento extensivo (versículo 22); (4) depois, nos voltamos para as nossas condições psicológicas: sono, descanso, visões, introspecção etc., aqui nós precisamos de ensinamento e diretriz, para o que devemos prestar atenção (versículo 23); (5) então, devemos nos acercar das elevadas esferas das esperanças e dos temores espirituais, simbolizados pelas forças sutis da natureza, como o relâmpago e a eletricidade, os quais podem, no seu rastro, acabar com a tolice ou trazer prosperidade, por causa da chuva e da colheita abundante; para compreender as mais elevadas esferas das esperanças e dos temores espirituais, assim simbolizados, nós precisamos da mais alta sabedoria (versículo 24); (6) e, por fim, talvez seremos de tal modo transformados, que estaremos acima de todas as coisas terrenas, insignificantes e efêmeras; Deus nos chamará e nós nos levantaremos; então, nenhum processo humano contará, porquanto o próprio Chamamento de Deus terá chegado (versículo 25-27).
  13. Ver a nota anterior, item (5). Comparar com o versículo 12 da 18ª Surata. Para os covardes, o relâmpago e o trovão aparentam ser forças terríveis da natureza; o relâmpago lembra a morte e a destruição, onde a sua irresistível incidência não é obstruída por pára-raios. Porém, o relâmpago é também o arauto das nuvens impregnadas de chuva, e de aguaceiros que, em seu rastro, trazem a fertilidade e a prosperidade. Este duplo aspecto é também um símbolo de temores e esperanças espirituais – temores de não sermos receptivos ou dignos da irresistível e perspícua Mensagem de Deus, e esperanças de que a recebamos no espírito correto, e que sejamos abençoados por sua força vigorosa de transformação a fim de que alcancemos o bem-estar espiritual. Note-se que a repetição da frase "vivifica a terra, depois de haver sido árida" liga este versículo ao 19, acima; em outras palavras, a Revelação, que devemos receber com sabedoria e compreensão, é um Sinal do próprio poder e da misericórdia de Deus, e é concedido para salvaguardar o nosso Futuro final.
  14. No mundo físico, o céu e a terra, como os vemos, não estão apoiados em nada, isso por causa do artesanato de Deus. Eles prestam testemunho de Deus; a terra por sua produção, e o céu pela chuva, pelo calor do sol, e por outros fenômenos da natureza – trazem às nossas mentes a nossa relação com Deus, Que os fez e Que nos fez. Como, então, podemos ser tão duros, a ponto de não nos conscientizarmos de que o nosso elevado Futuro – o nosso Maad – está ligado ao chamamento e à misericórdia de Deus?
  15. Saído da mão criadora de Deus, o homem é inocente, puro, veraz, livre, inclinado à retidão e à virtude, e dotado da verdadeira compreensão quanto à sua posição no universo, e quanto à bondade, à sabedoria e ao poder de Deus. Essa é a sua verdadeira natureza, assim como é da natureza do cordeiro ser manso, e do cavalo, ser veloz. Porém, o homem é apanhado pelas malhas dos costumes, das superstições, dos desejos egoísticos e dos falsos ensinamentos. Isto tudo torna-o beligerante, impuro, falso, desejoso daquilo que é errado ou proibido, e desviado do amor para com os seus semelhantes, e da pura adoração ao Único e Verdadeiro Deus. O problema com que se deparam os mentores espirituais consiste em curarem essas anomalias, e restaurarem a natureza humana no que ela deveria ser, segundo a Vontade de Deus.
  16. No versículo 36 da 9ª Surata, traduzimos Din-cai-i-im por "cômputo exato". Aqui o significado é mais amplo, uma vez que inclui a vida, os pensamentos e os desejos do homem. A "verdadeira religião", ou o verdadeiro caminho, é contrastado desse modo com vários sistemas humanos, que entram em conflito uns com os outros, e se denominam "religiões" ou "seitas" separadas (ver o versículo 32, adiante). A verdadeira Religião de Deus é uma, uma vez que Deus é Um.
  17. A "contrição" não quer dizer hábito de penitente, ou assumirmos um pessimismo taciturno. Quer dizer trocarmos a morbidez pela disposição, a aberração (que é normal) pelo Caminho Reto; quer dizer a restauração da nossa natureza, como Deus a criou, tirando-a da falsidade introduzida pelos engodos do Mal.
  18. Uma boa descrição do sectarismo vaidoso, contrário à verdadeira Religião.
  19. Riba é qualquer aumento, obtido através de meios ilegais, tais como usura, suborno, logro, tráfico fraudulento etc.. Ver os versículos 275-277 da 2ª Surata, e respectivas notas. Todas as obtenções ilícitas de riqueza, às expensas de outras pessoas, são condenadas. O egoísmo econômico, e muitas das práticas ríspidas, individuais, nacionais e internacionais, estão incluídas neste banimento. O princípio é o de que qualquer lucro que devamos procurar deverá ser através do nosso esforço próprio e às nossas expensas, não por meio de explorarmos outras pessoas, e às suas expensas, não importando o quanto nos enrolemos no processo da fraseologia da alta finança ou do jargão citadino. Porém, é-nos pedido que passemos além desse preceito negativo de evitarmos o que é errado. Devemos mostrar o nosso amor ativo para com o nosso próximo, gastando a nossa própria substância ou recurso, ou lançando mão da utilização dos nossos talentos e nossas oportunidades, a serviço daqueles que deles necessitam. Então, a nossa recompensa não será meramente o que merecermos; ela será multiplicada muitas vezes mais do que o nosso estrito acerto de contas.
  20. Na forma, esta cláusula (aqui, como em outros lugares) é negativa, mas tem um significado positivo: Deus ama aqueles que têm fé e n’Ele confiam, e os recompensará, por causa de Sua Graça e Benevolência, quantitativa e qualitativamente.
  21. No mundo material, os ventos não apenas refrescam e purificam o ar, trazendo a bênção da chuva que fertiliza o solo, mas ainda auxiliam no comércio internacional e nas relações entre os homens, nas vias marítimas (barcos a vela), e agora nas vias aéreas. Aqueles que sabem tirar vantagem dessas bênçãos de Deus, prosperam e se regozijam, ao passo que aqueles que ignoram ou não sabem entender esses Sinais, perecem nas tempestades. Assim acontece no mundo espiritual: porta-vozes de boas-novas foram enviados por Deus, na forma de mensageiros; aqueles que tiraram proveito da sua Mensagem prosperaram, em ganho espiritual, e aqueles que ignoraram ou se opuseram aos Claros Sinais, pereceram espiritualmente.
  22. Novamente, a Parábola dos Ventos é apresentada sob um outro aspecto, tanto material como espiritual. No mundo material, a gente vê como eles carregam as nuvens; sugam a unidade da água terrestre, carregam-na em nuvens negras como é preciso, e a fazem descer como chuva, que é necessária. Assim, também, a maravilhosa Graça de Deus delineia as aspirações espirituais dos homens, e as suspende, como mistérios obscuros, de acordo com a Sua Vontade e Seu Plano; e quando a Sua Mensagem alcança os corações dos homens, estes se alegram, muito embora, antes disso, estivessem em profundo desespero.
  23. Depois das duas parábolas sobre a purificadora ação dos ventos e da sua atuação fertilizante, temos agora a parábola da terra, que parece morrer no inferno, ou com a seca, e depois revive na primavera, ou com a chuva, pela Graça de Deus; assim, também, na esfera espiritual, o homem parece estar morto, e vive novamente, pelo alento de Deus e por sua Misericórdia, quando se coloca em Suas mãos.
  24. Outra parábola das forças da natureza. Já vimos o quanto os ventos alegraram, vivificaram e enriqueceram aqueles que deles se utilizaram, com o espírito certo. Porém, o vento pode ser pernicioso para a lavoura, em certas circunstâncias; assim, também, as bênçãos de Deus – por causa da resistência e das blasfêmias dos malfeitores – podem trazer a punição para os maldosos. Ao invés de tomarem a punição com o espírito certo – com o espírito com o qual os fiéis, encaram os seus infortúnios – os incrédulos anatematizam, e se aprofundam em seus pecados!
  25. As maravilhas da criação de Deus podem, de uma maneira geral, ser observadas por todo aquele que tem disposição para permitir que tal conhecimento penetre a sua mente. Porém, se o homem, por causa da obstinação, aniquila a própria faculdade que Deus lhe deu, como pode, então, entender? Além disso, juntamente com homens que aniquilam seu senso espiritual, há homens que podem ser equiparados aos surdos, aos quais falta uma faculdade, mas que lançam mão de outra faculdade, tal como o sentido da visão; mas se se descuidarem, e se recusarem a ser instruídos, como poderá a Verdade chegar até eles?
  26. Ver a nota anterior. Então, há o caso dos homens aos quais o dizer "o maior cego é aquele que não quer ver" se aplica. Eles preferem perambular por caminhos de erros e de prazeres sensoriais. Como poderão , de algum modo, ser guiados? As únicas pessoas que ganham com os ensinamentos espirituais são aquelas que se importam com eles – que crêem e que submetem as suas vontades à Vontade de Deus. Esta é a doutrina central do Islam.
  27. O Profeta de Deus não esmorece em seus esforços, nem se sente desencorajado só porque os incrédulos se riem dele, ou o perseguem, ou, ainda, parecem ter sucesso em bloquearem a sua Mensagem. Ele possui fé firme, e sabe que Deus, no fim, estabelecerá a Sua Verdade. Ele continua em sua tarefa, divinamente confiada, com paciência e perseverança, a qual deverá prevalecer contra a leviandade dos seus oponentes, os quais não têm fé, e certamente nada em que se apoiar.
 

  Up

Centro Cultural Beneficente Islâmico de Foz do Iguaçu
Fone: (0 ** 45) 3573-1126 
Rua Meca S/N - Jardim Central 
CEP: 85864-410 - Foz do Iguaçu - PR - Brasil
info@islam.com.br