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O islam
O Alcorão Sagrado
A Vido do Profeta
A Sunnah
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  1. Ver a nota do versículo 1 da 2ª Surata.
  2. No templo do Profeta do Islam, os primeiros Livros da Revelação haviam sido corrompidos pela ignorância, fraude ou pelo egoísmo dos humanos, ou mal interpretados, ou completamente perdidos. Havia seitas que disputavam violentamente umas com as outras quanto ao seu verdadeiro significado. Tais dúvidas teriam de ser postas de lado, e foram postas de lado com a Revelação do Alcorão. A inspiração alcorânica vinha diretamente de Deus, o Senhor do Universo, e não consistia meramente de conjecturas humanas, ou de uma filosofia reconstruída, na qual sempre há lugar para dúvidas ou disputas.
  3. Seis dias: Esse "Dia" não é o dia como o conhecemos, ou seja, uma volta aparente do sol em volta da terra, pois refere-se a condições que começaram antes de o sol e a terra serem criados.
  4. De que maneira poderia ser melhor inculcado em nossas mentes o imenso mistério do tempo? O nosso dia pode ter a duração de mil ou cinqüenta mil anos, e o nosso ano, a mesma proporção. No remoto passado deu-se o ato de Deus da criação; e ainda continua, pois Ele guia, governa, e controla todos os assuntos; e, no imenso futuro, todos os assuntos irão para Ele, pois Ele será o Juiz, e Sua restauração de todos os valores durará um dia, ou uma hora, ou um piscar de olhos; e isto, contudo, será , para a nossa imaginação, o equivalente a mil anos!
  5. Pede-se ao homem que contemple o seu próprio começo humilde. Seu corpo material (à parte da vida) é um pedaço de terra ou barro, o que é um outro termo para a matéria primeva. A matéria é, portanto, o primeiro estágio, mas mesmo a matéria não se criou. Foi criada por Deus.
  6. Então vem a vida e a reprodução da vida. Estamos ainda olhando para o aspecto puramente físico, mas agora num estágio mais elevado; trata-se de um animal. Sua reprodução se dá por meio do esperma ou sêmen, que é a quinta-essência de todas as partes do corpo do homem. No entanto, ele sai do mesmo lugar que a urina, e por isso torna-se desprezível aos olhos do homem. Trata-se de célula ou células vivas, a recapitularem muito da vida histórica ancestral (comparar com o versículo 12 da 23ª Surata, e respectiva nota).
  7. O terceiro estágio é indicado por "o modelou" nas devidas proporções. Comparar com o versículo 29 da 15ª Surata. Após a fecundação do óvulo pelo esperma, uma vida individual passa a existir, e é gradativamente modelada; seus membros são formados; sua vida animal começa a funcionar; todas as magníficas adaptações entram em atividade. O quarto estágio, aqui mencionado, é o do Homem distinto, que é alentado com o Espírito de Deus. Então ele se eleva acima dos animais.
  8. Como um homem completo, ele adquire faculdades muito elevadas. Entendemos que os cinco sentidos animais estejam incluídos no terceiro estágio. Mas é no quarto estágio que ele se eleva, e é tratado na 2ª pessoa, "tu", em vez de o ser na 3ª, "ele". Ele tem, então, a contraparte espiritual da audição (a capacidade de ouvir a Mensagem de Deus), da visão (visão interior), e dos sentimentos dos nobres ideais do amor e da compreensão quanto ao comportamento da vida interior (ambos tipificados pelo coração). Todavia, com todas essas dádivas, que agradecimento dá ao homem irregenerado ou corrupto a Deus?
  9. Alusão feita ao livre-arbítrio.
  10. "Em adoração" (Sujudan), ou numa postura de prostração, demonstrativa de profunda humildade e fé. Esta é a palavra-chave da surata, que tem o nome de Sajda. Todos os Sinais de Deus elevam os nossos pensamentos até Ele; e sempre que eles são explanados, a nossa atitude deverá ser de gratidão humilde para com Deus. Nesta passagem é costumeiro curvarmo-nos em adoração.
  11. Junub, literalmente os lados do corpo, sobre os quais as pessoas dormem ou se viram, no seu sono. Traduzimo-la por "corpos", por brevidade. Os virtuosos e as virtuosas procuram evitar as camas macias e confortáveis, e o sono profundo e prolongado. Os lados dos seus corpos estão melhor exercitados na devoção, especialmente durante a noite.
  12. Um lar traz às nossas mentes um quadro de paz e felicidade. Quando a ele são adicionadas honra e hospitalidade, o quadro é ampliado para a idéia da felicidade.
  13. A expressão "o Livro" não é, aqui, co-extensiva com a Revelação. Moisés teve, revelada a ele, uma Lei, chariat, que iria guiar o seu povo em todos os assuntos práticos da vida. Jesus, após ele, foi também inspirado por Deus; porém, seu Injil ou Evangelho continha apenas princípios gerais, e não um Código ou chariat. O Profeta do Islam foi o próximo a apresentar uma lei ou um "Livro" nesse sentido; porque o Alcorão contém tanto um Código como princípios gerais. Esta surata foi revelada em Makka. O Código veio mais tarde, em Madina. Porém, foi assegurado ao Profeta que ele teria, também, um Código, que suplantaria a Lei anterior, e completaria a Revelação de Deus.
  14. Quando ele chegar a ti; lika-i-hi. Os exegetas diferem, quanto à construção do pronome hi, que pode tanto ser traduzido por "seu" (neutro, de qualquer coisa), como "dele" (pessoal). Nós o interpretamos como que se refere a "o Livro", uma vez que dá um significado mais natural, como é explicado na nota anterior.
  15. A série de juizes, profetas e reis, em Israel, continuava a proporcionar uma boa diretriz, de acordo com a lei de Deus, desde que o povo continuasse na Fé e na Constância (cultuando a paciência). Quando essa condição cessou, a graça de Deus foi retirada, e o povo se dividiu em seitas conflitantes, e praticamente sofreu uma aniquilação de âmbito nacional.
  16. Ah, se as nações que se extraviam pudessem aprender a sua lição com as nações anteriores, que foram destruídas por causa dos seus males! Poderiam ver vestígios, em seus vaivéns diários. Os judeus poderiam ver vestígios dos filisteus, dos amalecitas etc., na Palestina, e os árabes pagãos, vestígios dos povos de Ad e de Samud, na Arábia.
  17. "Ouvem"; ouvir as admoestações evidenciadas pelos Sinais de Deus. Note-se quão naturalmente a transição, do material para o espiritual, é efetuada – dos vestígios materiais das ruínas das nações ímpias desta terra, aos mais intangíveis Sinais, evidenciados pela história e pela Revelação. Aqui, o sentido da audição é mencionado, tanto no seu aspecto material como no espiritual ou metafísico. No versículo seguinte, o sentido da visão é mencionado, nos dois aspectos.
  18. Novamente, como no versículo anterior, há uma fácil transição do aspecto material para o espiritual. Na natureza física pode haver solos esturricados que são como que mortos para todos os propósitos. Deus envia a chuva, e eis que o solo morto é convertido em solo vivente, que produz ricas espigas de milho ou trigo, bagos e frutos, para matarem a fome do homem e dos animais. Assim acontece, também, no mundo espiritual. O homem morto é revivificado pela graça e misericórdia de Deus, por intermédio da Sua Revelação. Ele se torna útil, não apenas para si próprio, mas também para os seus dependentes e para os que estão ao seu redor.
  19. O versículo começa com "Não reparam?" (aua lam yarau) – uma ação física. Termina com "Não vêem?" (afa la yubsirun) – uma questão de discernimento espiritual.
 

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