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  1. Alguns exegetas acham que Ya seja a partícula vocativa, e Sin a abreviação de Insan (homem), sendo, Sin, a única "letra firme" da palavra. Nesse caso, isso seria dirigido ao homem: "Ó homem!" Porém, "homem", aqui, é compreendido como querendo dizer o líder dos homens, o mais nobre entre a humanidade, Mohammad, o Profeta de Deus, porque esta surata trata principalmente do Profeta do Islam e de sua Mensagem. Contudo, nenhuma asserção dogmática pode ser feita sobre as letras do início das suratas. Ya Sin é usualmente tido como um título do Profeta do Islam.
  2. Muitos dos exegetas clássicos supõem que a cidade a que se refere o texto fosse Antióquia. Segundo Ibn Alcatir, rejeitamos decisivamente a identificação com Antióquia. Nome algum, ou período, ou local, é mencionado no texto. A significância da história está nas lições a serem aprendidas da parábola. Isso é independente de nome, tempo, ou local.
  3. Comparar com Atos, 14:15, onde Paulo e Barnabas dizem, na cidade de Listra, próxima à moderna Cônia: "Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões, e vos pedimos que fujais dessas vaidades..."
  4. Tair significa pássaro. Como os augúrios romanos, os árabes tinham a superstição de deduzir essa crendice dos pássaros. Comparar com a palavra portuguesa "auspiciosos", do latim avis (ave) e specio (vejo). De tair (pássaro) veio ta-taiyara (tirar maus augúrios). Porque os diletos de Deus denunciavam o mal, que lhes acontecia provinha dos seus próprios malefícios. Comparar com o versículo 131 da 7ª Surata, onde os egípcios atribuíam as suas calamidades à má sorte trazida por Moisés, e com o versículo 47 da 27ª Surata, onde o povo de Samud atribuía a má sorte à pregação de Sáleh.
  5. As tamareiras e as videiras constituem símbolos de árvores frutíferas de todas as espécies, sendo a tâmara e a uva, as frutas características da Arábia. Os cereais foram mencionados no versículo anterior; as frutas são mencionadas agora. Tudo quanto é necessário para a alimentação, do mais fino paladar, é produzido do que parece ser um solo inerte, fertilizado pela chuva e pelos córregos. Eis aqui a maravilhosa evidência do talento artístico e da providência de Deus.
  6. O mistério do sexo está presente em toda a criação – no homem, na vida animal, na vida vegetal, e possivelmente, em outras coisas das quais não temos conhecimento. Há, então, os pares de forças opostas na natureza, como por exemplo, a eletricidade negativa e a eletricidade positiva etc.. O próprio átomo consiste de um núcleo, com prótons positivamente carregados, rodeado de elétrons, negativamente carregados. A constituição da própria matéria é desse modo apresentada, em pares de energias opostas.
  7. As casas lunares são as 28 divisões do Zodíaco, que se supõe sirvam para marcar o curso diário da lua no céu, desde o tempo da lua nova até ao seu desaparecimento para nós (fim do quarto minguante).
  8. Urjun: um cacho de tâmaras ou da tamareira; ou a base ou a parte de baixo do cacho. Quando ele fica velho, torna-se amarelado, seco e murcho, e curva-se qual foice. Daí a comparação com a aparência de foice da lua nova. A lua passa por todas as fases, aumentando e diminuindo a intensidade da claridade, até que desaparece, para depois aparecer, na forma de uma fina curva.
  9. Embora o sol e a luz atravessem a zona do Zodíaco, e seus movimentos sejam diferentes, não há possibilidade de colidirem. Quando o sol e a lua estão num mesmo lado e formam, com a terra, uma linha reta, há o eclipse solar (que pode ser total, parcial ou anelar), e quando estão de lados opostos, formando também uma minha reta, há o eclipse lunar (que pode ser total ou parcial), mas não há colisão. Suas Leis são determinadas por Deus, e constituem motivo de estudo para a astronomia.
  10. Tradicionalmente, o anjo que fará soar a trombeta será Israfil, embora o nome não apareça no Alcorão. A trombeta é mencionada em muitos lugares, como, por exemplo nos versículos 73 da 6ª Surata e 18 da 78ª Surata etc..
  11. Há alguma diferença de opinião, entre alguns exegetas, quanto ao exato significado a ser atribuído a esta cláusula. Como a entendemos, o significado para ser este: o homem é capaz de se esquecer do verdadeiro Deus ou voltar as costas s Ele, Que é a fonte de todo o bem de que ele desfruta, e correr atrás de poderes imaginários, em forma de deuses, de heróis, ou de coisas abstratas, como a ciência, a natureza, a filosofia, ou coisas supersticiosas, como a magia, a boa sorte, a má sorte, ou da incorporação dos seus próprios desejos egoísticos. Ele acha que essas coisas poderão ajudá-lo, nesta Vida ou na Vida Futura (se é que ele acredita na Vida Futura). Porém, elas não podem ajudar; pelo contrário, todas as coisas falsas serão trazidas e condenadas perante o Trono do Julgamento, e os que cultuam as falsidades serão também tratados como uma tropa que favorece as falsidades, e, portanto, dignos de condenação. As falsidades, portanto, ao invés de os ajudarem, contribuirão para a sua condenação.
 

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