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  1. refere-se ao Tratado de Al Hudaibiya. Por este tratado, os coraixitas de Makka, depois de muitos anos de conflitos inflexíveis com o Islam, por fim reconheciam a força do mesmo como igual à deles. Na realidade, a porta foi, então, aberta, para a livre expansão do Islam através da Arábia, e depois, para o mundo.
  2. Nas negociações do Tratado de Al Hudaibiya, quando não se sabia se a delegação do Profeta seria bem ou mal recebida pelos coraixitas, havia uma grande expectativa, no campo muçulmano, composto de 1.400 a 1.500 homens. Eles vieram com grande entusiasmo e juraram fidelidade ao Profeta, colocando as suas mãos em conjunto, uma em cima da outra, de acordo com o costume árabe. Isto, por si só, já era uma fabulosa demonstração de força física e moral, uma verdadeira vitória. É chamado "O Juramento de Fidelidade de Comprazer a Deus" (bai’at ur radwan) na história islâmica.
  3. Quando o Profeta iniciou a sua jornada em direção a Makka, terminando em Hudaibiya, ele pediu que todos os muçulmanos se juntassem a ele, e teve um esplêndido atendimento. Porém, algumas tribos do deserto apresentaram desculpas para não se juntarem a ele. Suas desculpas eram que estavam ocupados em proteger as suas famílias, os seus rebanhos e a sua gente.
  4. A grande cerimônia do Juramento de Fidelidade aconteceu debaixo de uma árvore, na planície de Hudaibiya. Essa árvore tornou-se objeto de muitas superstições e venerações por parte das gerações posteriores, e teve de ser cortada.
  5. Pequenos acidentes aconteceram, quase envolvendo muçulmanos e coraixitas em uma luta. Por um lado, os coraixitas estavam determinados a conservar os muçulmanos fora da cidade, sem que tivessem direito a isso. Por outro, os muçulmanos, apesar de desarmados, estavam determinados a permanecer juntos e, se fossem atacados, a forçar a sua entrada na Caaba, no centro de Makka. Porém, Deus impediu ambos os lados de qualquer coisa que pudesse violar a paz do Santuário. Depois da assinatura do tratado, todo o perigo cessou.
  6. Os muçulmanos de Madina haviam trazido animais para o sacrifício e haviam vestido o Ihram, a vestimenta da peregrinação (ver versículo 197 da 2ª Surata). Eles não foram apenas proibidos de entrar em Makka, mas também lhes foi proibido levar os animais para o local de sacrifício. Este foi efetuado, então, em Hudaibiya.
  7. Na época, havia em Makka muçulmanos de ambos os sexos, e a crença de alguns deles era desconhecida dos seus irmãos de Madina. Se a luta tivesse sido iniciada em Makka, mesmo os muçulmanos tendo tido sucesso, poderiam inadvertidamente matar alguns desses muçulmanos desconhecidos, e assim cometeriam o pecado de derramar sangue de muçulmanos. Isto foi evitado pelo tratado.
  8. O Profeta havia tido um sonho, no qual ele adentrava a Mesquita Sagrada de Makka, pouco antes de se decidir pela viagem, que resultou no Tratado de Al Hudaibiya. Por aquele tratado, ele e os seus seguidores puderam, no ano seguinte, sem qualquer molestamento, cumprir os rituais da peregrinação, com as vestimentas apropriadas e com os cabelos cortados.
  9. A similaridade no Evangelho, é a respeito de como a boa semente brota e cresce gradualmente, mesmo acima da expectativa do semeador: "...e a semente brotaria e cresceria, não sabendo ele como. Porque a terra por si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, por último o grão na espiga" (Marcos 4:27-28).
 

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