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O islam
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  1. Tudo são tagarelices e relatos – especialmente se oriundos de pessoas desconhecidas – e tudo deve ser testado e a verdade verificada. Se fossem acreditados causariam muitas injúrias, pelo que depois disso, vos arrependeríeis. O escândalo e a calúnia de toda a espécie são, aqui, condenados.
  2. As querelas individuais são mais fáceis de ser resolvidas do que as dos grupos, ou, no mundo moderno, as querelas de âmbito nacional. A coletividade islâmica, porém, deveria ser a mais importante, entre os grupos ou as nações. Seria de se esperar que agisse com justiça e tratasse de resolver as querelas, pois a paz é melhor do que guerra. Se uma parte, porém, estiver determinada a ser agressora, toda a força da comunidade deverá combatê-la. A condição essencial, certamente, é que haja perfeita eqüidade, justiça e consideração aos princípios superiores.
  3. A observância da Irmandade Islâmica é o maior ideal social do Islam. Nele foi baseado o sermão do Profeta, na Peregrinação de Despedida, e o Islam não poderá ser completamente executado sem que esse ideal tenha sido alcançado.
  4. A ridicularização mútua deixa de ser divertida quando há nela arrogância ou egoísmo ou malícia. Podemos rir com as pessoas para compartilhar da sua alegria de vida; nunca ri das pessoas, pois elas podem ser melhores do que nós em muitas coisas.
  5. A difamação pode consistir em falar mal dos outros, por meio de palavras ou atos, de tal modo que sugira uma acusação contra alguma pessoa que não estejamos em condições de julgar. Observação mordaz, injuriante ou sarcástica está incluída na palavra lamaza. Um apelido ofensivo pode acarretar difamação, mas em todo caso, não se deve usar apelidos ou nomes que sugiram algum defeito real ou imaginário. Por exemplo, mesmo se um homem é coxo, é condenável chamá-lo "ó coxo!", isto causar-lhe-ia dor, além de constituir péssimas maneiras. O mesmo caso aplica ao homem de cor.
  6. Muitas espécies de suspeitas são infundadas e devem ser evitadas, e algumas são, por si, crimes, pois causam injustiça cruel a inocentes. Espionar ou questionar curiosamente sobre os assuntos de outrem, significa ou curiosidade inútil – e isto é futilidade – ou expediente levado a um estágio que se torna pecado.
  7. Ninguém poderia nem mesmo pensar em tal abominação, como a de comer a carne do seu irmão. Mas quando o irmão morre, a carne torna-se carniça, e à abominação é acrescentada abominação. Da mesma maneira somos advertidos a nos refrear de ferir os sentimentos dos outros quando estão presentes; bem pior seria se disséssemos coisas verdadeiras ou falsas sobre eles, quando estão ausentes.
  8. Isto é dirigido a toda a humanidade e não apenas aos muçulmanos, já que é compreendido quem em um mundo perfeito os dois poderiam ser sinônimos. Como foi formada, a humanidade descende de um casal de progenitores. Suas tribos, raças e nacionalidades são rótulos convencionais, através dos quais podemos distinguir certas características diferentes. Perante Deus, são iguais, e ele agracia mais o mais virtuoso.
  9. Os beduínos estavam indecisos em sua fé. Seus corações e mentes eram mesquinhos, e eles pensavam em coisas mesquinhas, enquanto o Islam requeria a completa submissão do ser a Deus. Alguns defeitos dos beduínos são descritos nos versículos 11-15 da 48ª Surata. A referência, aqui, porém, é dirigida aos Banu Asad, que passaram a professar o Islam, a fim de conseguirem caridade durante um período de fome.
 

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