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  1. A evocação é sobre cinco coisas que explicaremos agora. Uma exortação é feita àqueles cinco sinais, nos versículos 1 a 6, onde a certeza de futuros eventos é asseverada, nos mais enfáticos termos, nos versículos 7 a 28, em três partes, ou seja: a chegada do Dia do Julgamento e o desaparecimento deste mundo dos fenômenos (versículos 7 a 10): os males futuros, conseqüência dos maus atos (versículos 11 a 16); e o alcance das bênçãos e completa realização do amor e das mercês de Deus (versículos 17 a 28).
  2. Os cinco sinais, aos quais a exortação é feita, são: (1) o monte (da revelação) – versículo 1; (2) o livro escrito (versículos 2-3); (3) o templo freqüentado (versículo 4); (4) o céu elevado (versículo 5); (5) os oceanos abundantes de água (versículo 6).
  3. O templo freqüentado é usualmente compreendido como a Caaba, porém, pode significar qualquer templo, ou casa de oração, dedicado ao Deus verdadeiro.
  4. O céu elevado é o céu cujos limites não podem ser alcançados pela mente humana. E o Templo da Natureza, no qual todas as criaturas adoram a Deus – o símbolo em que o material é o visível se fundem no espiritual e intuitivo.
  5. O oceano – o vasto e ilimitado oceano – é o símbolo material da natureza universal, ilimitada e compreensiva, do mundo espiritual e invisível. É designado como transbordante, cheio de poder, inundando toda a terra. Comparar com o versículo 6 da 81ª Surata. É uma descrição perfeita do desaparecimento final do nosso mundo transitório e do estabelecimento supremo da realidade, depois disso.
  6. Isto completa os cinco sinais ou símbolos, por intermédio dos quais o homem tem a certeza de que o julgamento virá. Note-se que eles foram mencionados em ordem decrescente; o mais elevado, ou o mais remoto na consciência humana, em primeiro, e o mais próximo, por último.
  7. O dia do Julgamento é caracterizado por duas figuras: "O firmamento oscilará energicamente". O céu, como o vemos, sugere-nos paz e tranqüilidade, e o poder das leis fixas, as quais todos os corpos celestes obedecem. Isto será sacudido no despertar do novo mundo espiritual. (Para a segunda figura, ver a nota seguinte.)
  8. As montanhas são um símbolo de firmeza e estabilidade. Porém, as coisas que consideramos firmes e estáveis, nesta vida material, são desintegradas, e não serão mais substanciais do que uma miragem no deserto.
  9. Taças para beber; em nossa vida, neste mundo, podem ser mal usadas, em duas oportunidades: (1) podem ser ocasiões de meras frivolidades ou perda de tempo; (2) podem acarretar maus pensamentos, más sugestões, más palavras ou más ações. Para salvaguardar a alegoria, adicionamos que o cálice estará livre de qualquer incitamento ao pecado. Será puro, em qualquer grosseria.
  10. A alegoria continua. Não há problemas de sexo nos céus. Porém, a característica de graça e gentileza da feminilidade implicada na palavra Hur (companheiras, versículo 20, acima), é mencionada, bem como a característica da simpatia e força da masculinidade, na alegoria das pérolas.
  11. Foram eles criados do nada? Três significados alternativos são sugeridos pelos exegetas, de acordo com o significado que damos à preposição árabe min: de, por, com, para: (1) Foram eles criados por nada? ou seja, vieram a existir por si próprios? Foi mera coincidência a de se tornarem seres? (2) foram eles criados de nada? ou seja, não houve uma maravilhosa semente, da qual pode ser traçado o crescimento de sua matéria como o trabalho de um Criador Onisciente? (3) foram eles criados para nada? Se eles fossem criados para um propósito, não deveriam eles tentar aprender tal propósito, compreendendo as Revelações de Deus?
  12. Uma referência a um credo idólatra, que dizia que por intermédio de uma escada material, o homem pode galgar até ao céu e estudar os seus segredos!
  13. Comparar com os versículos 57-59 da 16ª Surata. De acordo com o Evangelho da Unidade, é repugnante atribuir as gerações de filhos ou filhas a Deus. Mas as superstições árabes, de os anjos serem filhas de Deus, era blasfêmia, já que os próprios árabes detestavam ter filhas e consideravam um símbolo de humilhação.
  14. Praticamente todos os tradutores e exegetas compreendem tacumu, no sentido de acordar do sono. No versículo 218 da 29ª Surata, temos as mesmas duas palavras, hina tacumu, com o significado de se erguer (para orar). No versículo 25 da 57ª Surata, temos "liacumu an-nasu bilquisti", com o significado de observar a justiça. No versículo 38 da 78ª Surata, temos yacumu, usada para os anjos no sentido de comparecerem enfileirados.
  15. Não é necessário compreender isto como uma oração carônica especial. É bom passar um parte da noite em oração. Comparar com o versículo 6 da 78ª Surata e com os versículos 78-79 da 17ª Surata.
 

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