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  1. A família do Profeta não era igual às outras famílias. Esperava-se que as suas esposas tivessem um padrão de vida mais elevado, quanto ao comportamento, do que as outras mulheres, já que elas tinham uma importantíssima tarefa a realizar (ver o versículo 28 da 33ª Surata). Contudo, elas eram seres humanos, acima de tudo, e estavam sujeitas às fraquezas do seu sexo, e por vezes cometiam erros. A mente do Profeta estava aflita, e ele renunciou à companhia de suas esposas por algum tempo. Parece que esta renúncia é referida, aqui. A situação, todavia, era difícil para ele, porque ela era a filha de Abu Bakr, um dos mais fiéis e íntimos, dentre os seus Companheiros, e seu lugar-tenente. A filha de Ômar, Hafsa, também ocupava uma posição de destaque. Quando as duas combinaram, em reunião secreta, e discutiram certos assuntos, revelando segredos à outra, elas causaram muita tristeza ao Profeta, cujo coração era sensível, e que tratava toda a sua família com paciência e afeto exemplares.
  2. As palavras afetuosas de admoestação, dirigidas às esposas do Profeta, nos versículos 28-34 da 33ª Surata, explicam melhor a situação do que qualquer comentário.
  3. Quem eram essas duas esposas e qual era o assunto confidencial, que foram revelado, não nos é dito. O fato, mencionado na nota 1683, dito acima, porém, ajudar-nos-á a compreender esta passagem. Não é necessário nos aprofundarmos em todas as insignificantes tagarelices, que alguns exegetas coletaram, ou nas insinuações maliciosas daquelas que não compreenderam a grandeza do Profeta. As palavras sagradas indicam que o assunto foi de grande importância; todavia, os detalhes não tinham importância suficiente para serem permanentemente registrados.
  4. "Sá-ihát", significa, literalmente, "aquelas que viajam pela fé, renunciando a desejos e residências", ou seja, aquelas que peregrinam, que jejuam, que negam a si próprias os prazeres ordinários da vida. Isto se aplica a todas as mulheres, moças ou idosas, quer sejam viúvas ou divorciadas.
  5. Tradicionalmente conhecida com o nome de Ásia, uma das quatro mulheres perfeitas. As outras três são: Maria, mãe de Jesus, Khadija, a esposa do Profeta, e Fátima, sua filha.
  6. Imran é, tradicionalmente o nome do pai de Maria, mãe de Jesus. Ver o versículo 35 da 3ª Surata.
  7. Comparar com o versículo 91 da 21ª Surata. Como virgem, ela deu à luz Jesus (ver os versículos 16-29 da 19ª Surata). No versículo 9 da 32ª Surata, o relato é sobre o nascimento de Adão, onde se diz que Deus "o modelou, então, alentou-o com o Seu Espírito". No versículo 29 da 15ª Surata, são usadas palavras semelhantes, com referência a Adão. O nascimento de uma pessoa, por parte de uma virgem, não deve, portanto, implicar em que Deus foi o Pai de Jesus, no sentido que a mitologia grega dava a Zeus, o pai de Apolo, por intermédio de Latona, ou de Nino por intermédio de Europa.
 

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