|







| |
Transliteração
"AL CALAM"
(O CÁLAMO)
Revelada em Makka; 52 versículos, com exceção dos versículos
17 a 23 e 48 a 50, que foram revelados em Madina.
68ª SURATA
Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso.
- Nun(1702),
Pelo cálamo(1703) e pelo
que com ele escrevem,
- Que tu (ó Mensageiro) não és, pela graça do teu Senhor, um energúmeno(1704)!
- Em verdade, ser-te-á reservada uma infalível recompensa.
- Porque és de nobilíssimo caráter.
- Logo verás e eles também verão,
- Quem, dentre vós, é o aflito!
- Em verdade, teu Senhor é o mais conhecedor de quem se desvia da Sua senda,
assim como é o mais conhecedor dos encaminhados.
- Não dês, pois, ouvidos aos desmentidores,
- Porque anseiam para que sejas flexível, para o serem também.
- E jamais escutes a algum perjuro desprezível,
- Detrator, mexeriqueiro,
- Tacanho, transgressor, pecador,
- Grosseiro e, ademais, intruso.
- Ainda que possua bens e (numerosos) filhos,
- Aquele que, quando lhe são recitados os Nossos versículos, diz: São fábulas
dos primitivos,
- Marcá-lo-emos no nariz(1705)!
- Por certo que os provaremos (o povo de Makka) como provamos os donos do
pomar, ao decidirem colher os seus frutos ao amanhecer,
- Sem a invocação (do nome de Deus)(1706).
- Porém, enquanto dormiam, sobreveio-lhes uma centelha do teu Senhor.
- E, ao amanhecer, estava (o pomar) como se houvesse sido ceifado.
- E, pela manhã, confabularam mutuamente:
- Ide aos vossos campos, se quereis colher!
- Foram, pois, sussurrando:
- Que não entre hoje (em vosso pomar) nenhum necessitado(1707).
- E iniciaram a manhã com uma (injusta) resolução.
- Mas, quando o viram daquele jeito, disseram: Em verdade, estamos perdidos!
- Em verdade, estamos privados de tudo!
- E o mais sensato deles disse: Não vos havia dito? Por que não
glorificastes (Deus)?
- Responderam: Glorificado seja o nosso Senhor! Em verdade, fomos iníquos!
- E começaram a reprovar-se mutuamente(1708).
- Disseram: Ai de nós, que temos sido transgressores!
- É possível que o nosso Senhor nos conceda outro (pomar) melhor do que esta,
pois voltamo-nos ao nosso Senhor(1709).
- Tal foi o castigo (desde mundo): mas o castigo da outra vida será ainda
maior. Se o soubessem!
- Em verdade, para os tementes, haverá jardins do prazer, ao lado do seu
Senhor.
- Porventura, consideramos os muçulmanos, tal como os pecadores?
- O que há convosco? Como julgais assim?
- Ou, acaso, tendes algum livro em que aprendeis,
- A conseguir o que preferis(1710)?
- Ou possuís, acaso, a Nossa promessa formal, até ao Dia da Ressurreição,
de conseguirdes tudo o que desejardes?
- Pergunta-lhes qual deles está disposto a assegurar isto?
- Ou têm, acaso, parceiros (junto a Mim)? Que os apresentem, pois, se
estiverem certos!
- No dia em que a perna(1711)
fica nua, em que forem convocados à prostração e não o conseguirem.
- Seus olhares serão de humilhação, cobertos de ignomínia, porque foram
convidados à prostração, enquanto podiam cumpri-la (e se recusaram).
- Deixe-Me(1712), pois, a
sós com os que desmentem esta Mensagem. Logo os aproximaremos do castigo,
gradualmente, de onde menos esperam.
- E os tolerarei, porque o Meu plano é firme.
- Acaso lhes exiges recompensa e por isso lhes pesa o débito?
- Ou estão de posse do incognoscível, e podem descrevê-lo?
- Persevera, pois (ó Mensageiro), até ao juízo do teu Senhor, e não sejas
como aquele que foi engolido pela baleia (Jonas), quando, angustiado, (Nos)
invocou.
- Se não o tivesse alcançado a graça do seu Senhor, certamente teria sido
arrojado sobre a orla desértica, em desgraça.
- Porém, o Senhor o elegeu e o contou entre os virtuosos.
- Se pudessem, os incrédulos far-te-iam vacilar, com os seus olhares (de
rancor), ao ouvirem a Mensagem. E dizem: Em verdade, é um energúmeno!
- E este (Alcorão) não é mais do que uma mensagem(1713)
para todo o universo.
| |
|