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  1. A realidade: o evento que inevitavelmente acontecerá, o estado em que toda a falsidade e toda a pretensão desaparecerão e a verdade absoluta revelar-se-á. As questões, nos três versículos, levaram uma espécie de mistério. A solução é sugerida ao que aconteceu ao povo de Tamud, ao povo de Ad e a outros povos da antigüidade. Simbolicamente, sugere o grande cataclismo do Dia do Juízo Final.
  2. Se seguirmos a seqüência dos povos, que foram destruídos, devido aos seus pecados, começaremos com o povo de Noé; então, virão os povos de Ad e de Samud, depois os coraixitas, aos quais foi enviado o postremo dos profetas, o Profeta Mohammad. Esta é a seqüência cronológica. Aqui não há este detalhe e nem mesmo todos foram mencionados.
  3. Comparar com a frase bíblica: "Quem tiver ouvidos para ouvir, ouvirá" (Mateus 11:15). A frase, usada aqui, porém, tem uma significação mais complexa. Um ouvido pode ouvir, mas o ouvinte não pode reter para sempre as lições que ouviu, ainda que, quando as ouvisse se tivesse impressionado com elas. A penetração da verdade é mais profunda e sutil. Este é o objetivo, aqui.
  4. Chegamos agora ao Evento Inevitável, o Dia do Juízo, o tema desta surata.
  5. Todo o quadro é pintado com imagens poéticas para indicar o que não pode ser adequadamente descrito com palavras que, na verdade, nossas faculdades humanas, com seu limitado poder, não estão aptas a compreender.
  6. Os anjos representam as manifestações da glória divina. O número oito talvez não tenha nenhum significado especial, a menos que seja com referência ao formato do Trono, ou ao número de anjos. O trono oriental é sempre octogonal e os seus carregadores se posicionam nos cantos, para carregá-lo. Toda a descrição é simbólica, representando a Majestade de Deus, o Altíssimo.
  7. A metáfora é de saborosas uvas maduras, penduradas em cachos pesados, tão baixos que podem ser colhidos e consumidos com toda a facilidade.
  8. Talvez a palavra "manietar" pudesse ser interpretada no sentido de "manietai suas mãos ao redor de seu pescoço, para lembrá-lo que elas, quando livres, se fecharam para todos os atos de caridade".
  9. Os efeitos do pecado estão descritos com palavras de brilhante imaginação: (1) "Pegai-o"- a primeira coisa que acontecerá ao pecador será a perda da sua liberdade espiritual, tornando-se escravo da paixão, do preconceito, da inveja, do ódio e de toda a espécie de mal; (2) "manietai-o"- suas mãos serão atadas ao redor do seu pescoço e todas as suas forças e todos seus impulsos serão restringidos; (3) "introduzi-o na fogueira"- hei-lo, então consumido, pelas chamas da destruição que ele próprio procurou; (4) "fazei-o carregar uma corrente"- as conseqüências do pecado se ramificarão e se estenderão, tornando-se uma longa corrente de setenta cúbitos.
  10. Um poeta dá asas à sua imaginação, e o fator subjetivo é tão forte que, apesar de podermos aprender muito com ele, não podemos crer como fatos as belas histórias que ele tem para dizer. E o poeta, que não é vidente, é um partidário vulgar do exagero e da falsidade.
  11. Um adivinho pretende, simplesmente, prever eventos futuros, de profundas conseqüências espirituais. A maior parte destas profecias são fraudes, e nenhuma delas está apta a dar lições de admoestação real. Estas lições são trabalho de um mensageiro honorável.
  12. A destra é a mão da ação e do poder. Todo aquele que for preso pela mão direita fica desprovido de ação. O argumento é que, na eventualidade de um impostor aparecer, logo seria descoberto. Não poderia permanecer com a sua fraude, indefinidamente. Os homens de Deus, porém, por mais perseguições que sofram, ganham maior poder a cada dia que passa como aconteceu com o Profeta Mohammad, cuja veracidade, sinceridade e amor para com todos foram reconhecidos, como a sua própria vida mostra.
  13. Toda a verdade é, por si só, certa. Recebida pelos homens, porém, e compreendida do ponto de vista da psicologia humana, pode ter certos graus. Há a probabilidade ou a certeza, resultantes da aplicação do poder de julgamento do homem e da sua avaliação da evidência, isto é, "llm-ul-yaquin" (Ciência da Verdade), por raciocínio lógico ou inferência. Então, há a certeza de que ver alguma coisa com os próprios olhos. "Ver é crer", isto é "Ain-ul-yaquin". Então, como é o caso aqui, há a verdade absoluta, sem possibilidade de erro de julgamento ou engano do olho. Esta verdade absoluta é a "hac-ul-yaquin" (verdade convicta), aqui mencionada.
 

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