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O islam
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  1. Como é comum, nestes maravilhosos versículos místicos, há uma dupla corrente de pensamento: (1) uma ocasião ou pessoa particular é mencionada; (2) uma lição geral e espiritualizada é ensinada. Quanto à primeira, o Profeta ultrapassava o estágio de contemplação pessoal, deitado ou sentado, com o seu manto; devia então corajosamente sair e proclamar, publicamente, a sua mensagem. O seu coração fora sempre puro, mas então os seus feitos exteriores deveriam ser dedicados a Deus, e o respeito convencional aos costumes antigos devia ser posto de lado. O trabalho, como mensageiro, era a mais generosa dádiva que poderia brotar de sua personalidade; não devia, contudo, esperar nenhuma recompensa ou reconhecimento do seu povo. Ao contrário, haveria maior exigência da sua paciência, o seu contentamento surgiria do fato de aprazer a Deus.
  2. A fórmula legal e comercial é dar para receber. Geralmente, esperamos receber algo melhor do que aquilo que demos. A consideração espiritual é dar e nada esperar em troca. Nós servimos a Deus e às Suas criaturas.
  3. Os exegetas consideram que esta passagem se refira a Ualid Ibn Mughia, um sibarita rico, idólatra ao extremo, e um inveterado inimigo do Profeta. El e Abu Jahl fizeram tudo o que estava ao seu alcance, desde o início da pregação do Islam, para injuriarem e perseguirem o pregador, e para destruírem a sua doutrina e injuriarem também aqueles que nela acreditavam. Mas o significado, para nós, é a inspiração divina. Eles procuram explicar a sua maravilhosa influência sobre as vidas humanas por uma fórmula insignificante, como "mágica". A esperança eterna, para eles, é mera ilusão humana.
  4. É um estado em que nem se vive, nem se morre.
  5. Quem são os dezenove? E por que este número? Os 19 guardiões do inferno são compreendidos, simbolicamente, como anjos ou faculdades humanas. O Imam Fakhurddin Razi os classifica como 19 faculdades ou poderes humanos, os quais, quando devidamente usados, levam o homem ao avanço espiritual. Se mal usados, porém, levam-no à perdição. Essas faculdades ou esses poderes podem ser comparados com os anjos, pois estes são poderes ou instrumentos de algo do mundo espiritual.
  6. O significado místico dos números é um ema favorito de alguns escritores, mas nós não damos ênfase a isso. Na teologia cristã, o número da Besta, 666, em Revelações, 13:18, levantou muita controvérsia, e pode referir-se apenas ao valor numérico das letras do nome do imperador romano Nero.
  7. Um juramento, na língua humana, invoca algo sagrado, no coração do homem. Na mensagem de Deus, também, quando revelada em linguagem humana, a ênfase solene é indicada por um apelo a algo formidável, entre os sinais d’Ele, indo diretamente para o coração do homem, ao qual está endereçado. De qualquer maneira, o apelo refere-se ao ponto em particular, reforçado no argumento.
  8. A noite, quando iluminada pelo luar, é clara, num sentido, mas na realidade é escura e deve dar lugar à aurora, quando aparece como arauta do sol. O mesmo se dá nos assuntos espirituais; quando cada alma se der conta da sua própria responsabilidade, parecerá cada vez menos capacitada a refletir a luz, e através da beleza de um despertar, estará preparada, cada vez mais, para o esplendor da luz divina, a meta dos céus dos nossos sonhos.
  9. Três interpretações são possíveis: (1) aqueles que se antecipam devem ser os virtuosos, e os que se atrasam, devem ser os preguiçosos, os incrédulos, que rejeitam o amor, o zelo e a graça de Deus; (2) pode-se atribuir o texto a homens de duas espécies de temperamento: aqueles que estão sempre na vanguarda e aqueles que sempre estão na retaguarda:; (3) ou pode-se concluir que as advertências são efetivas, apenas para aqueles que almejam mover-se para a frente e para trás, conforme o caso, mas estão perdidos, no estado letárgico.
  10. O próprio Alcorão é uma admoestação – o derradeiro, entre os livros revelados por Deus. Se o homem tiver vontade de aprender, ele poderá conservar a mensagem sempre à sua frente, e a graça de Deus irá auxiliá-lo a realizá-la, na sua conduta.
 

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