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O islam
O Alcorão Sagrado
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A Sunnah
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  1. Em uma ocasião o Profeta estava profunda e ardentemente atarefado, a tentar explicar o Alcorão Sagrado a um dos líderes pagãos coraixitas, quando foi interrompido por um cego (Abdullah Ibn Ummi-i-Maktum), que era tão pobre que ninguém lhe prestava atenção. Ele queria aprender o Alcorão. Naturalmente, o Profeta não gostava de interrupções e mostrou impaciência. Talvez os sentimentos do pobre homem ficasse feridos. Porém aquele, cujo coração meigo sempre fora compreensivo, em relação aos pobres e aflitos, obteve nova Luz do Alto e, sem a mínima hesitação, tornou pública esta revelação quer forma parte da sagrada escritura do Islam, segundo é descrito nos versículos 13 a 16. Depois disso, o Profeta sempre considerou os humanos, nas mais altas honrarias. A lição demonstra que nem a dignidade espiritual, nem o prospecto da diretriz espiritual efetiva devem ser medidos pela posição que o homem ocupa nesta vida. Os pobres, os cegos, os coxos, os mutilados podem ser mais susceptíveis, quanto ao ensinamento da Palavra de Deus do que aqueles aparentemente bem dotados, mas apegados à arrogância e ao egocentrismo.
  2. Pode ser que um pobre cego, em virtude da sua vontade de aprender, esteja mais afeito a crescer em desenvolvimento espiritual, ou a aproveitar qualquer lição que lhe seja ensinada, mesmo de repreensão, do que um líder proeminente e egocêntrico. De fato, assim foi, porque o cego tornou-se um verdadeiro e sincero muçulmano e veio a ser governador de Madina.
  3. Este devia ser um líder pagão coraixita, que o Profeta estava ansioso por trazer para as suas lides, para que o trabalho de pregação da Mensagem de Deus pudesse ser facilitado. Porém, tal Mensagem surte mais efeito entre gente simples e humilde, pobre e desprezada, e os poderosos, nesta terra, somente se dão conta quanto a torrente se precipita, com irresistível força.
  4. Na época em que esta surata foi revelada, quem sabe, existiam somente cerca de 42 ou 45 suratas, nas mãos dos muçulmanos. Todavia, constituíam-se numa suficiente coleção de Revelações de alto valor espiritual, à qual a descrição, aqui dada, poderá ser aplicada. Tal coleção foi considerada como da mais alta honorabilidade; seu lugar, no coração dos muçulmanos, foi mais exaltado do que qualquer outra coisa; como Palavra de Deus, ela era pura e sagrada; e aqueles que a transcreveram eram homens honrados, justos e piedosos. A lenda de que as primeiras suratas não foram anotadas na sua totalidade, e preservadas em livros, é pura invenção. As revisões, feitas mais tarde, no tempo do primeiro e do terceiro califas foram meramente para preservar a pureza e para salvaguardar os arranjos do texto, no tempo em que a expansão do Islam, entre as pessoas de fala não-árabe, tornava tais precauções necessárias.
  5. Após uma referência à história íntima do homem, há agora uma nova referência a um determinado item em sua vida cotidiana externa: seu alimento. É mostrado como as forças dos céus e da terra são unificadas, pela Ordem de Deus, para servirem ao homem e aos seus dependentes, "para o vosso uso e o de vosso gado" (versículo 32 desta). Se este é o caso, com apenas um item, o alimento, quão mais compreensível se torna a beneficência de Deus, quando todas as necessidades do homem são consideradas!
  6. A água provém das nuvens em copiosa abundância; a terra é arada, o solo é fragmentado, produzindo uma abundante colheita de cereais (grãos), frutas em caramanchão (uvas) e vegetais nutritivos (verduras e legumes), bem como frutos, que podem ser conservados por um longo período, prestando-se a variados usos, como azeitonas e tâmaras.
  7. Tudo na terra foi, pela generosa providência de Deus, disposto para prover o homem segundo o seu uso de conveniência, bem como a vida inferior que depende dele. A mediação entre a providência de Deus e o virtual uso de outras dádivas divinas é a própria inteligência e iniciativa do homem, que também são dádivas de Deus.
  8. O pó, nos rostos dos pecadores, contrastará com o brilho resplandecente nos rostos virtuosos; a lugubridade, nos rostos daqueles contrastará com "risos e regozijos", nos rostos destes. Mas o pó sugere ainda que, sendo dos que rejeitam Deus, seus rostos e olhos e faculdades estão mergulhados nas trevas, e a lugubridade sugere que, por praticar a iniqüidade, não têm direito a pureza alguma ou a porções da Luz. Outro contraste pode, possivelmente, ser deduzido: os humildes e os de baixas condições de vida podem estar no "pó", neste plano, e os pecadores, arrogantes, à luz do sol; mas os papéis reverter-se-ão, no Dia do Julgamento.
 

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