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  1. Eis aqui uma invocação, dos três símbolos dos versículos 1-3, sendo que a proposição substantiva encontra-se encerrada nos versículos 4-8, constituindo-se duma denúncia dos perseguidores corruptos dos devotos de Deus, perseguidores estes que queimavam os virtuosos, tão-somente por causa da sua Fé. Os três símbolos são: (1) o céu glorioso, com um amplíssimo acúmulo de constelações, designando os doze signos do Zodíaco; (2) o Dia do Julgamento, em que todo o mal será punido; (3) certas pessoas que testemunharão, e certas pessoas ou circunstâncias que serão objetos dos testemunhos.
  2. O significado literal é claro, mas a sua aplicação metafórica tem sido explicada numa considerável variedade de maneiras por diferentes exegetas. As palavras são claramente compreensivas e deveriam, achamos, ser entendias em conexão com o Julgamento. Então, as testemunhas seriam: o Profeta, o Próprio Deus; os anjos registradores; os mal utilizados membros do próprio pecador; o seu registro de ações; o próprio pecador. Assunto do testemunho poderá ser a ação ou o crime, ou o pecador contra quem o testemunho clama. A invocação destas contingências significa que o pecador não poderá possivelmente escapar às conseqüências de seu crime. Ele deverá arrepender-se, procurar a Misericórdia de Deus, e emendar-se na vida.
  3. Quem eram os executantes do fosso do fogo, no qual eram queimados as pessoas por causa da sua fé? As palavras estão generalizadas, e não precisaremos procurar por nomes em particular, a não ser para efeito de ilustração. Na história antiga e na Europa Medieval, muitas vidas foram sacrificadas na fogueira, porquanto as vítimas não se conformavam com a religião estabelecida. Na tradição árabe, encontramos a história de Zu-Nuwas, o último rei himiarita, do Iêmen, judeu por religião, que perseguia os cristãos de Najran, sendo constatado que queimou muitos deles na fogueira. Parece que ele viveu na última metade do sexto século cristão, fazendo parte da geração imediatamente precedente ao nascimento do Profeta, no ano 570 d.C.

    1860-a. Inscrito em uma Tábua Preservada, isto é, a Mensagem de Deus não é efêmera, é eterna. A "Tábua" é "preservada", ou resguardada contra a corrupção (ver a 15ª Surata, versículo 9), porque Mensagem de Deus deverá durar para sempre. Tal Mensagem constitui a "base do Livro"(ver a 3ª Surata, versículo 7 e respectiva nota).

 

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