A invocação, aqui, constitui-se de um singelo e místico símbolo, a
saber, o céu, com o seu visitante noturno, sendo que a proposição
substantiva se encontra no versículo 4: "Cada alma tem sobre si um
guardião angelical". Na surata anterior, constatamos a perseguição
aos partidários da Causa de Deus, e ficamos cientes de como Deus os
protegeu. Aqui, é apresentado o mesmo tema, mas sob outro aspecto. Na
escuridão dos céus aparece mais brilhantemente a luz da mais brilhante
estrela. Assim, na noite da escuridão espiritual – quer por ignorância,
quer por desespero – brilha a gloriosa estrela da Revelação Divina. Pelo
mesmo indício, o homem afeito à Fé e à Verdade, nada terá a temer. Deus
protege os Seus.
A "Estrela Fulgurante" é compreendida como
sendo a Estrela d’Alva, por uns, e o planeta Saturno, por outros, e, ainda
Sírio ou uma estrela cadente. Achamos que o melhor será tomá-la como
"estrela", no sentido coletivo ou genérico, porquanto as estrelas
brilham todas as noites do ano, e brilhos fulgurantes são mais destacáveis,
nas noites mais escuras.