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  1. Hillun: habitante, homem com direitos lídimos, homem livre das obrigações que atingiriam um forasteiro, homem liberto, num sentido mais amplo do que o técnico, ao qual a palavra está restrita em usanças hodiemas. O Profeta deveria ter sido honrado, em sua cidade natal; outrossim, ele foi realmente perseguido. Ele deveria ter sido amado, como um pai ama um filho; outrossim, a sua cabeça estava a prêmio, e aqueles que nele acreditavam viviam sob constante interdição. Todavia, o tempo iria mostrar que ele adentraria triunfante a sua cidade natal, depois de ter tornado Madina uma cidade sagrada, por causa da sua vida e do seu trabalho.
  2. Comparar com "O homem nasce para o trabalho, e a ave para voar" (Jó 5:7). "Todos os seus dias estão cheios de dores e de amarguras" (Eclesiásticos 2:23). A vida do homem é repleta de sofrimento e humilhação; o nosso texto, contudo, possui um significado diferente: o homem nasce para labutar e porfiar; e se ele sofrer, será devido à austeridade reinante. Deverá exercitar a paciência, porquanto Deus lhe amenizará o caminho. Por outro lado, ninguém deverá vangloriar-se dos seus bens terrenos ou da sua prosperidade terrena.
  3. O homem que não tem senso de responsabilidade e pensa que pode fazer o que lhe apraz, nesta vida, esquece-se dos seus deveres para com Deus. Ele se ufana da sua riqueza e a malbarata, julgando que poderá, desse modo, comprar o apoio do mundo. Por uns tempos talvez o possa. Porém, acontecerá um rude despertar, porquanto as suas esperanças estão baseadas em hipóteses pouco substanciais. Ou se ele gastar o seu patrimônio, satisfazendo o seu amor à boa vida, ele estará debilitando e se colocando numa cilada, que o destruirá.
  4. O caminho difícil da virtude é definido como o caminho da caridade e do amor desinteressados, sendo apresentadas três instâncias específicas para satisfazer o nosso entendimento: (1) libertar o cativo; (2) alimentar o órfão; (3) alimentar um indigente necessitado. Quanto ao cativo, devemos entender não somente a referência ao cativo legalizado, que felizmente encontra-se extinto em todas as terras civilizadas, mas a muitas outras espécies de cativeiro, as quais floresce, especialmente, em sociedades modernas. Há cativeiros políticos, cativeiros industriais e cativeiros sociais. Há também o cativeiro das convenções, da ignorância e da superstição. Há ainda o cativeiro da riqueza, o das paixões e o do poder. O benevolente tenta libertar homens e mulheres de todas as espécies de cativeiro, não raro com grande perigo para si próprio. Todavia, ele começa, primeiramente, por libertar-se a si mesmo.
 

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